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CAIXA: MENOS METAS, MAIS VIDA

Em meio à pandemia de coronavírus, banco afrouxa as normas de segurança e volta a pressionar trabalhadores por metas abusivas

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Em mais uma demonstração de desrespeito à vida e à saúde dos empregados e da população, a direção da Caixa, em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), foca o trabalho na venda de produtos e aumenta a cobrança pelo cumprimento de metas. As exigências acontecem tanto no teletrabalho quanto nas agências, mesmo durante o pagamento do auxílio emergencial do governo. Com isso, áreas que estavam dedicadas a questões ligadas ao pagamento do auxílio emergencial foram orientadas a voltar a cuidar do relacionamento com clientes e da venda de produtos.

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Em reunião virtual na quarta-feira 3, a vice-presidência Rede de Varejo (Vired), em conjunto com a vice-presidência Varejo (Vimov), informou aos gerentes da Caixa as metas que devem ser alcançadas a partir de agora, contrariando o compromisso firmado com o movimento sindical.

Em março, a direção da Caixa havia se comprometido a suspender a cobrança de metas durante a pandemia. Todavia, no começo de abril, em documento, a vice-presidência de Varejo havia afirmado que “nenhuma unidade ou empregado terá impacto na sua carreira em razão dos resultados observados enquanto durar esta fase de confinamento”. Depois, no início de maio, havia comunicado a suspensão da GDP.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região tem recebido denúncias por parte dos trabalhadores e cobrado bom senso e respeito aos empregados, além de uma mesa de negociação para tratar sobre o tema nacionalmente.

"A direção do banco vem mostrando desconsiderar os protocolos de saúde, a vida dos empregados e da população. É urgente uma mesa para que a Caixa apresente seus objetivos para entendermos que este não é apenas o de adoecer a população e os trabalhadores. Precisamos reafirmar a defesa da vida, da saúde e dos direitos dos bancários, prestadores e da população”, criticou Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE-Caixa).

Prioridade é vida e saúde

Dionísio reforça que chegaram inúmeras denúncias de cobrança de metas abusivas por parte da empresa e que estas são resultado direto da política da Caixa de negar os danos da pandemia por motivações políticas.

“O Sindicato reiterou, através da Contraf/CUT e da CEE/Caixa, a cobrança de um Saúde Caixa para todos, lembrando que os novos contratados, inclusive pessoas com deficiência, estão descobertos do plano durante a pandemia”, acrescentou. O banco, em reunião com o movimento sindical em 29 de abril, prometeu trazer uma proposta, mas até agora nada foi apresentado.

Durante a pandemia, o Sindicato lançou duas cartilhas reforçando a importância da preservação da segurança e da saúde de trabalhadores e da população. “Gestão pelo medo da Caixa” e “Saúde Caixa para Todos” estão disponíveis digitalmente e tratam sobre estas pautas que são essenciais para o bem-estar dos trabalhadores.

 

FONTE: SP BANCÁRIOS

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