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CAMINHADA DOS BANCÁRIOS CHAMA PARA A LUTA E PARTICIPAÇÃO NA GREVE

           Trabalhadores denunciam golpismo pra cima de direitos "" 


Os bancários e as bancárias deram um baita exemplo de luta na tarde da quinta-feira, 1º/9. Foi dia de defender os direitos dos trabalhadores, ameaçados pelo golpismo, e de dar um recado bem claro aos banqueiros. Com a proposta indecente da Fenaban, na segunda-feira, 29/8, sem aumento real, os bancários desfilaram pelas ruas do Centro de Porto Alegre, sua indignação e disposição para a luta.


 

A Caminhada dos Bancários se concentrou na Praça da Alfândega, entre a Caixa e o Banrisul. Desde as 16h, bancários foram se chegando para aquecer a luta. Ao som do músico de rua Charles Busker, de cima do caminhão, os dirigentes do SindBancários anunciavam o motivo e a importância de mantermos a nossa luta e a nossa união. A Caminhada seguiu pela Caldas Junior, ganhou a Siqueira Campos até entrar à direita, na General Câmara. Então, ganhou a Sete de Setembro na Praça Montevidéu, em frente à Prefeitura.

Após a Caminhada, bancários se dirigiram à sede da Fetrafi-RS, onde, em assembleia, decidiram rejeitar a proposta da Fenaban, e iniciar greve por tempo indeterminado a partir da 0h, da terça-feira, 6/9. A Fenaban ofereceu reajuste de 6,5% mais abono de R$ 3.000,00 nas verbas salariais. Os bancários lutam por aumento real de 5% (acima da inflação projetada de 9,78%).

"Este ano os bancários têm um desafio muito importante. Por sermos uma categoria que temos uma convenção coletiva nacional e muito fortalecida, precisamos lutar contra um governo golpista. Não estamos falando apenas em golpe na democracia, mas no que o governo golpista de Michel Temer está preparando para todos os trabalhadores. Se não lutarmos unidos e com disposição, vamos trabalhar até morrer com aposentadoria até os 70 anos. Vamos também perder 13º, Férias e até mesmo a carteira de trabalho assinada. A proposta do negociado sobre o legislado rasga a CLT”, afirmou o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

O diretor do SindBancários e da Contraf-CUT, Mauro Salles, se dirigiu diretamente às pessoas que passavam pela Caminhada nas ruas do Centro de Porto Alegre. "Com mobilização e unidade, nós bancários vamos conseguir dobrar os banqueiros. Além da nossa luta de bancários, esta Caminhada é o início de muitas outras. Precisamos dialogar com todos os trabalhadores, com a população. Ainda não caiu a ficha dos trabalhadores para o retrocesso que o golpismo representará para todos nós. Vamos acordar e fazer cair a ficha. Acorda, trabalhador e trabalhadora”, conclamou Mauro.

O diretor do SindBancários e secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, chamou a atenção para um processo histórico de exploração do trabalhador e que ficou muito claro durante o golpe tramado, tendo o impeachment da presidenta Dilma Rousseff como modus operandi. "Nós, trabalhadores, precisamos reagir e enfrentarmos as elites deste país que nunca aceitaram a melhoria nas condições de vida para os pobres e para os trabalhadores”, sentenciou.

O diretor dão SindBancários, Paulo Stekel, lembrou que os banqueiros não têm do que reclamar. O dirigente mencionou a choradeira dos representantes da Fenban nas mesas de negociação e dos lucros dos seis maiores bancos públicos e privados do país que superou os R$ 30 bilhões no primeiro semestre deste ano. "Este lucro corresponde a um dinheiro que é retirado da economia. O que os banqueiros estão fazendo é explorar a população com altas taxas de juros e tarifas abusivas. Não vamos pagar a conta de nenhuma crise que o próprio sistema financeiro cria. Quem vai pagar o pato da Fiesp são os banqueiros e não os trabalhadores como quer este governo que se instalou aí ontem (31/8)”, disse o dirigente.

O diretor do SindBancários, Antonio Augusto Borges de Borges, lembrou que a proposta dos banqueiros da Fenaban não tem aumento real. E que o abono de R$ 3.000 deve ser rejeitado, porque não faz parte do salário. "O abono paga as contas de um mês e já acabou. Aumento real é ganho. No ano que vem, quando formos negociar de novo com os banqueiros da Fenaban, vamos acumular perdas ainda maiores em relação à inflação se aceitarmos a lógica do abono”, explicou.

 

*Imprensa/SindBancários. Escrito por Clóvis Victoria

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