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CEE COBRA DA CAIXA QUADRO DE 100 MIL EMRPEGADOS

Empresa continua negando reivindicações apresentadas

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa realizou nesta terça-feira (13), com a direção da Caixa Econômica Federal, em São Paulo, a terceira rodada de negociação das reivindicações específicas dos empregados. No centro da mesa de debates estiveram três pontos principais: carreira, jornada de seis horas e isonomia. O diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Maria, Marcello Husek Carrion, representou os empregados gaúchos nesta rodada.

Os empregados da Caixa reivindicam que até 2012 a Caixa atinja o quadro de 100 mil empregados. O banco reconhece que houve aumento da demanda de trabalho, mas relega novas contratações à autorização de órgãos controladores. Enquanto a empresa coloca empecilhos, na prática os bancários vivem as consequências da sobrecarga de trabalho, o que gera adoecimento.

Carreira

O movimento sindical reivindicou transparência no Processo Seletivo Interno (PSI). Os sindicatos recebem reclamações constantes de que o processo é baseado principalmente em questões subjetivas e há situações em que os PSIs são dirigidos. Os bancários também reivindicaram a criação de cargos específicos na área de tecnologia da informação.

A CEE Caixa ainda reivindicou a mudança de postura em relação aos participantes do REG/Replan não-saldado, que vêm sofrendo inúmeras discriminações por parte da empresa. Esses empregados ficaram, por exemplo, impossibilitados de aderir à tabela salarial unificada do PCS de 2008 e, em 2010, sendo excluídos do Plano de Funções Gratificados, entre outros prejuízos.
Outro ponto abordado sobre carreira foi em relação ao poder arbitrário dos gestores de destituir os empregados de suas funções. Os sindicalistas questionaram o fato de uma pessoa, que passa por processo de seleção complexo, ser de uma hora para outra, seja destituída de suas funções.

Jornada

A jornada de seis horas esteve também na mesa de debates e foi negada pela Caixa. Segundo os dirigentes sindicais, a Caixa a desrespeita não só impondo aos gerentes jornada de oito horas, mas também aos chefes de unidade a jornada sem limite, e aos técnicos, horas extras.

Ainda quanto à jornada de trabalho foi pautado o fim das horas negativas no Sipon. Na avaliação dos sindicalistas, o sistema de ponto eletrônico existe para minimizar as fraudes que podem acontecer e as horas negativas abrem portas para a fraude.

Caixa nega isonomia

A isonomia de direitos entre novos e antigos empregados com extensão da licença prêmio e normatização dos pontos já conquistados no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) foi outro ponto reivindicado pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa.

Desde 1998, a partir dos novos empregados contratados, os bancários avançaram em vários itens da isonomia, como a ausência permitida por interesse particular, parcelamento da devolução do adiantamento das férias, plano de saúde e nova tabela do PCS. Ainda resta conquistar a licença prêmio e em relação aos adicionais de tempo de serviço.

Em reunião na última quinta-feira (8), a CEE/Caixa decidiu pela realização do Encontro Nacional sobre Isonomia na próxima terça-feira, dia 20 de setembro, em Brasília, em cumprimento à deliberação do 27º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef). As delegações que participarão do evento serão definidas a critério de cada sindicato. Serão realizadas atividades na Matriz da Caixa e no Congresso Nacional.

Valorização do piso

Houve, em função da valorização do piso salarial, um acerto da curva salarial no valor de R$ 39, reajuste concedido para todos os empregados. Mas os bancários participantes do REG/Replan não saldados foram deixados de fora. Por isso, o movimento sindical reivindicou sua inclusão, em uma demonstração de um início do processo de superação da discriminação em relação a estes empregados.

Rodadas anteriores

As duas primeiras rodadas das negociações das reivindicações específicas dos empregados da Caixa foram realizadas nos dias 2 e 8 de setembro, nas quais foram discutidas Funcef e aposentados, Saúde Caixa e condições de trabalho, respectivamente.

Proposta

A CEE e o Comando Nacional dos Bancários devem se reunir novamente com a Caixa na próxima quarta-feira, dia 21, em Brasília, quando o banco apresentará proposta às reivindicações.

*Contraf/CUT

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