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COE HSBC REÚNE DIRIGENTES DE TODO O PAÍS

Movimento sindical discute estratégias para evitar demissões
 
Os representantes das Comissões de Organização dos Empregados (COE) do HSBC de todo o País se reuniram na quinta-feira (25), no Espaço Cultural, em Curitiba, para avaliar a atuação do movimento sindical desde que surgiram informações sobre a venda do HSBC. O representante dos bancários gaúchos na reunião foi o diretor do SindBancários, José Orlando Ribeiro.

O vice-presidente da CUT-PR, Marcio Kieller, disse que a entidade está acompanhando a situação do HSBC com muita preocupação. "A gente sabe o tamanho do problema que está criado no Brasil, principalmente em Curitiba, onde está a sede do banco. Queremos ser parceiros nas mobilizações", declarou. "É o momento da resistência, devemos resistir bravamente, fazer grande campanha de visibilidade social e ter unidade de argumentação política e de ação". Kieller informou que a CUT Paraná e seus 170 sindicatos são parceiros na luta pelo emprego no HSBC.

O presidente da FETEC-PR, Junior Cesar Dias falou sobre a importância de agregar outros setores da sociedade. "Vocês devem estar acompanhamento toda a movimentação que a gente tem feito. Toda a porta que se abrir para nós nesse momento, temos que entrar. Além do movimento sindical, alguns outros atores têm que se agregar na nossa luta. O HSBC está deixando um rastro de destruição", alertou.

Elias Jordão, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, relembrou uma situação que ele caracterizou como emblemática da época que o HSBC comprou o Bamerindus. "No mês de março de 1997, quando o HSBC encampou o Bamerindus, lembro que o HSBC impediu a entrada das pessoas no prédio do Hauer, plastificando todas as mesas e equipamentos", descreveu. Elias disse aos dirigentes bancários que o Sindicato de Curitiba está atento. "Desde que saíram os primeiros rumores da venda do banco, toda nossa atuação é bastante válida, porque não seremos mais pegos de surpresa como foi no caso do Bamerindus".

Ele defende que, independente dos interesses das diferentes correntes de pensamento da sociedade, para o movimento sindical interessa a defesa do emprego. "Para o banco está uma situação muito cômoda: negociar, vender, fazer o melhor pra eles e ir embora. Mas na base são 20 mil trabalhadores na expectativa".

Mirian Gonçalves, vice-prefeita de Curitiba e Secretária Municipal do Trabalho, esteve mais uma vez presente nas mobilizações pelo HSBC e se apresentou aos dirigentes bancários de todo o país informando que mais do que seu cargo temporário de vice-prefeita, é parceira do movimento sindical bancário há 33 anos.

Ela falou sobre a preocupação com as famílias que serão atingidas em caso de demissões, relativos aos empregos diretos e indiretos. "A preocupação é com o mercado de trabalho, são pessoas com média salarial de R$ 5 mil, qualificadas, com média de 35 anos de idade. Curitiba é relativamente pequena para absorver a demissão de 8 mil trabalhadores, mesmo que não seja de uma vez".

Mirian Gonçalves apresentou uma agenda de atividades:
– Reunião com o presidente do Cade, em Brasília
Terça-feira, dia 30, às 10h

– Reunião com presidente do Banco Central
Quarta-feira, dia 01, em Brasília

– Reunião com o Senador Renan Calheiros, para que o assunto seja debatido na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado.
Em data a ser definida, entre terça e quarta

– Audiência Pública no prédio histórico da Câmara Municipal de Curitiba

*Seeb Curitiba

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