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Começou! Contraf-CUT debate questões jurídicas do ramo financeiro

4º Seminário Jurídico Nacional vai aprofundar temas de interesse de bancários e financiários para contribuir com a organização e a mobilização para as campanhas das categorias

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realiza nesta terça (23) e quarta-feira (24) seu 4º Seminário Jurídico Nacional, com a presença de representantes de sindicatos das 11 federações que fazem parte do Comando Nacional do Bancários, para aprofundar a discussão sobre questões de interesse das categorias bancária e financiária.

“Nestes dois dias, vamos debater questões trabalhistas de caráter jurídico que envolvem as categorias bancária e financiária, analisando as perspectivas das negociações nas campanhas salariais deste ano e a conjuntura sociopolítica do país e do mundo do trabalho”, disse o secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT, Lourival Rodrigues.

“Nossa intenção é contribuir com os debates que estão sendo feitos nos sindicatos e federações e com a organização e a luta das trabalhadoras e trabalhadores do ramo financeiro e com o movimento sindical de uma forma geral”, completou a presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.

“Nossa campanha já começou! Organizar nossa campanha é um desafio muito grande. É uma das negociações mais complexas do país e, por isso, precisamos de um estudo e estratégia proporcional para garantir nossos direitos e avançar em novas conquistas para a renovação de nossa CCT. Já estamos empenhados com essa tarefa e esperamos que a gente saia deste seminário com excelentes contribuições para organizarmos não apenas nossa campanha, mas a luta dos trabalhadores de todo o país”, reforçou a presidenta da Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro.

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O evento, realizado de forma presencial, no auditório da sede da Contraf-CUT, em São Paulo, conta com 98 dirigentes sindicais e assessores da área jurídica dos sindicatos filiados, ou que fazem parte do Comando Nacional dos Bancários.

Veja abaixo a programação completa:

4º Seminário Jurídico Nacional da Contraf-CUT

Dia 23 de abril – terça-feira
13h – Mesa de abertura
Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários
Lourival Rodrigues, secretário de assuntos jurídicos da Contraf-CUT

14h – Apresentação da Cartilha sobre Teletrabalho e organização da divulgação da mesma nos estados
Elias Hennemann Jordão, secretário de Comunicação da Contraf-CUT
Gustavo Cavarzan, doutor em economia e técnico do Dieese
Lourival Rodrigues, secretário de assuntos jurídicos da Contraf-CUT

15h – Perspectivas da Campanha Nacional 2024
Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários
Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de São Paulo, Osasco e região e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários

16h – Intervalo

16h30 – A pauta de reivindicações unificada e sua atualização técnico-jurídica
Dr. Jefferson Oliveira, assessor jurídico da Contraf-CUT
Dra. Lúcia Noronha, assessora jurídica do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

17h30 – A Pejotização e a categoria bancária
Dr. Nilo Beiro, advogado sindical, especialista em direitos humanos, empresas transnacionais e devida diligência, diretor do Instituto Lavoro e coordenador da Rede Lado Escritórios de Advocacia Social

18h – Encerramento do dia

Dia 24 de abril – quarta-feira
10h – Governo Lula 3: as perspectivas do mundo do trabalho
Exmo. Sr. Luiz Marinho, Ministro de Estado do Trabalho e Emprego

11h – Contribuição assistencial
Dra. Viviann Brito Mattos, coordenadora nacional da Coordenadoria Nacional de Liberdade Sindical – Conalis

12h – Encerramento

FONTE: CONTRAF

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O Banco Bradesco encerrou 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 24,652 bilhões, alta de 26,1% em relação a 2024, conforme os Destaques das Demonstrações Financeiras do Banco Bradesco – Exercício de 2025. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 14,8%, com crescimento de 3,1 pontos percentuais em 12 meses, impulsionado principalmente pelo avanço das margens financeiras, das receitas com serviços e da carteira de crédito. Apesar do resultado expressivo, o banco fechou 1.927 postos de trabalho em 12 meses, sendo 2.092 cortes entre bancários, além de promover o encerramento de 296 agências, 1.098 postos de atendimento (PA e PAE) e 4 unidades de negócios no período. Para Erica de Oliveira, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, os números evidenciam uma contradição entre os lucros bilionários e a política de enxugamento da estrutura e do quadro de pessoal. “Os dados mostram que o Bradesco cresce, lucra e amplia suas receitas, mas continua fechando postos de trabalho e agências. Essa estratégia prioriza o resultado financeiro às custas dos trabalhadores, da qualidade do atendimento e do papel social do banco”, critica Erica. Receitas em alta e expansão do crédito A Carteira de Crédito Expandida do Bradesco cresceu 11% em 12 meses, alcançando R$ 1,089 trilhão em dezembro de 2025. O segmento de pessoa física avançou 12,7%, totalizando R$ 466,5 bilhões, com destaque para: CDC/Leasing de Veículos (+18,0%) Cartão de crédito (+10,5%) Crédito imobiliário (+9,7%) Já a carteira de pessoa jurídica somou R$ 622,7 bilhões, alta de 9,7%, com forte crescimento entre micro, pequenas e médias empresas (+21,3%). As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias chegaram a R$ 31,2 bilhões, crescimento de 5,1% em 12 meses. As despesas de pessoal, incluindo a PLR, totalizaram quase R$ 26,5 bilhões, aumento de 8,8%, sendo mais do que cobertas pelas receitas secundárias do banco (117,6%). Mais clientes, menos trabalhadores Mesmo com a redução do quadro, a base de clientes do Bradesco cresceu em 1,4 milhão, alcançando 110,5 milhões de clientes. Ao final de 2025, a holding contava com 82.095 funcionários, sendo 70.550 bancários — um cenário que indica mais clientes por trabalhador, maior pressão por metas e intensificação da sobrecarga. “O banco fala em otimização de custos, mas o que vemos na prática é menos funcionários para atender mais clientes, metas abusivas e aumento do adoecimento. Esse modelo de gestão não é sustentável”, alerta Erica. Fechamento de agências prejudica população O encerramento de centenas de agências e postos de atendimento impacta diretamente a população, especialmente idosos, pessoas de baixa renda e moradores de regiões periféricas ou cidades menores, que dependem do atendimento presencial. “A transformação digital não pode servir de desculpa para desmontar o atendimento e excluir parte da população. O Bradesco tem lucro suficiente para investir em tecnologia sem eliminar empregos nem precarizar o serviço”, afirma Erica. Movimento sindical cobra responsabilidade social A Contraf-CUT e o movimento sindical defendem que os lucros bilionários do sistema financeiro sejam acompanhados de responsabilidade social, valorização dos trabalhadores, manutenção de empregos e ampliação do atendimento à sociedade. “Se o banco apresenta resultados tão expressivos, o mínimo esperado é que invista em pessoas e cumpra seu papel social. Lucro não pode continuar significando demissão e fechamento de agências”, conclui Erica de Oliveira. A Contraf-CUT enviou um ofício ao banco, na segunda-feira (6), para reivindicar a antecipação do pagamento da PLR. Até o momento não obteve resposta.

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