Notícias

CONQUISTAS DA GREVE DOS BANCÁRIOS INJETAM R$ 6,15 BILHÕES NA ECONOMIA

Com o acordo assinado com a Fenaban após 15 dias da greve mais forte em vinte anos, os bancários injetarão na economia cerca de R$ 6,15 bilhões no próximo ano com salários e Participação nos Lucros e Resultados (PLR), impulsionando o crescimento econômico e ajudando a gerar empregos.

Os bancários conquistaram 7,5% de reajuste salarial, o que significa um ganho acima da inflação de 3,08%. Segundo cálculos do Dieese, esse acréscimo aplicado sobre o salário médio da categoria e multiplicado pelos 470 mil bancários do país significará um incremento anual na economia brasileira de R$ 2,569 bilhões.

Além disso, outros R$ 3,578 bilhões entrarão em circulação por conta da PLR dos bancários. Destes, R$ 1,329 bilhão já estarão em circulação entre o final deste mês e início de novembro, quando os bancários receberão a antecipação de parte da PLR.

"A categoria fez uma mobilização histórica, com grande participação de bancários de bancos públicos e privados em todo o país, e conseguiu um dos melhores acordos em vinte anos. Isso traz ganhos não só para os bancários mas também para o conjunto da economia brasileira, fortalecendo a tendência de crescimento do PIB com distribuição de renda", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

"O aumento da renda dos trabalhadores reflete em maior consumo, estimulando os mais diversos setores da economia, gerando empregos e criando um ciclo virtuoso que amplia o desenvolvimento do país e cria melhores condições de vida para toda a população", completa.

Os principais pontos do acordo dos bancários

– Reajuste salarial – 7,5% até R$ 5.250 (representa aumento real de 3,08%). Para bancários do Banco do Brasil e da Caixa Federal o reajuste de 7,5% será para todos os trabalhadores e sem teto.

– Reajuste para salários acima de R$ 5.250 – R$ 393,75 fixos ou pelo menos 4,29%, o que for mais vantajoso.

– Piso salarial – reajuste de 16,33%, passando a valer R$ 1.250 (representa aumento real 11,54%)

– PLR – A regra básica será de 90% do salário mais R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181. Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, esses valores serão aumentados até chegar a 2,2 salários com teto de R$ 15.798.

– Adicional à PLR – Além da regra básica, os bancários receberão um valor adicional à PLR de R$ 2.400, o que significa aumento de 14,28%, em relação ao pago no ano passado.

Fonte: Contraf-CUT

Veja outras notícias

Lucros crescem, mas Santander começa 2026 com demissões e sobrecarga

O ano mal começou e o clima já pesou no Santander. O banco tem promovido, nas primeiras semanas de 2026, desligamentos abruptos e sem transparência. Os diretores do Sindicato atenderam trabalhadores de carreira, com anos — e até décadas — de dedicação, dispensados de...

PLR dos bancários 2026

A Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) dos bancários em 2026 é regida pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2024–2026, que define critérios de cálculo e prazos de pagamento. O pagamento é feito em duas parcelas. A primeira, de antecipação, é creditada até...

Sindicato solicita o pagamento do PRB e Bradesco nega

Em reunião online realizada na tarde desta quinta-feira 12, o Sindicato, por meio da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, solicitou ao banco o pagamento da parcela fixa do Programa de Remuneração Bradesco (PRB). A cobrança ocorreu porque a ROE...