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CONTRAF-CUT COBRA RESPOSTA DO BB SOBRE REEESTRUTURAÇÃO

Mediada pelo MPT, reunião dos trabalhadores com o banco quer suspensão dos descomissionamentos durante negociação, mas banco não se comprometeu

Diretores da Contraf-CUT realizaram, na segunda-feira, 08, mais uma reunião com o Banco do Brasil, mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), para exigir a suspensão do descomissionamento de caixas e informações sobre o novo processo de reestruturação do banco. Mais uma vez, a instituição não apresentou nenhuma informação, nem se comprometeu com a suspensão do processo.

“Estamos em um processo de negociação com a mediação do MPT. Amanhã tem nova reunião. Queremos que o banco suspenda os procedimentos enquanto estivermos negociando. Mas, o banco se nega a negociar”, informou o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga. “Os funcionários já aprovaram, em assembleias realizadas em todo o Brasil, um dia de paralisação e o Estado de Greve. Essa reunião com mediação do MPT é importante para que fique claro que queremos negociar, mas o banco se negou”, destacou.

Na quarta-feira da semana passada, 03, já houve uma reunião entre as partes mediada pelo MPT, e na sexta-feira, 05, os funcionários aprovaram, em assembleias com votação eletrônica pela internet, uma paralisação de 24h no dia 10 de fevereiro e a decretação do Estado de Greve.

“A reestruturação prevista para ter início da quarta-feira vai afetar a vida de milhares de pessoas. Mesmo assim, dois dias antes, o banco se nega a passar informações sobre o processo. Querem pegar os trabalhadores de surpresa. Como estes vão se virar, de um dia para o outro?”, questionou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga.

Continuidade

Os representantes do banco pediram a suspensão da audiência, pois a proposta da Contraf-CUT de suspensão dos descomissionamentos de caixa, previstos para começar no dia 10/2, quarta-feira, demanda análise pela direção do banco.

A reunião com a mediação do MPT será retomada nesta terça-feira, 09, na tentativa de buscar uma solução. “O banco põe empecilhos. A Contraf-CUT representa aproximadamente 95% dos bancários do país. Mas o banco insiste que a negociação contemple uma confederação e três sindicatos independentes sobre os quais a Contraf-CUT não tem qualquer ingerência. Não temos como garantir que as demais representações façam parte da negociação que contemple também uma outra confederação e outros três sindicatos não filiados”, destacou Tabatinga.

Fonte: Contraf-CUT,

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