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CORONAVÍRUS: APÓS UM MÊS DE LUTA, BANCÁRIOS AVANÇAM E COBRAM AÇÕES PARA PROTEGER TRABALHADORES

Sindicato e demais entidades representativas da categoria, articuladas no Comando Nacional dos Bancários, reivindicam contingenciamento nas agências e criticam MPs que reduzem salários e jornadas

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O Comando Nacional dos Bancários se reuniu por videoconferência nesta segunda-feira 13 com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para dar continuidade às negociações sobre as medidas implementadas pelos bancos para o enfrentamento à pandemia gerada pelo coronavírus. Para manter a proteção de funcionários e clientes, o Sindicato e demais entidades representativas da categoria, articuladas no Comando Nacional dos Bancários, cobraram, mais uma vez, que o atendimento presencial nas agências seja feito somente com agendamento prévio e para os casos essenciais, que visam suprir a subsistência dos usuários e clientes. 

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"Há um mês, um dia após a OMS decretar pandemia mundial, o Comando Nacional dos Bancários enviou ofício à Fenaban com reivindicações urgentes, conforme recomendações de médicos e organizações nacionais e internacionais para evitar a disseminação da doença. Já avançamos em manter mais de 230 mil bancários tem casa, em sistema de home office, com mais de duas mil agências fechadas em todo o Brasil. Também conquistamos o compromisso dos três maiores bancos privados (Itaú, Bradesco e Santander) em não demitir durante a pandemia. Nossa luta é manter a saúde de todos, e hoje conquistamos o compromisso das agências e locais de trabalho terem máscaras de proteção, inclusive de acrílico, e o abastecimento de materiais de limpeza e higiene, com álcool em gel, conforme orientação do Ministério da Saúde. Reforçamos a necessidade de ter testes, para que os funcionários possam ser diagnosticados de forma adequada e afastados se for preciso", diz Ivone Silva, presidenta do Sindicato e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

"Os bancários são uma das únicas categorias que conquistou rapidamente a liberação de funcionários que estão no grupo de risco como gestantes, idosos, diabéticos, cardíacos, entre outros. E foi solicitada também a liberação de lactantes e mães com filhos pequenos, o que já está acontecendo em alguns bancos e queremos que se amplie para todas as instituições financeiras", acrescenta. 

A antecipação da campanha de vacinação da gripe começa nesta terça-feira 14 em São Paulo, em locais onde a incidência de casos é maior. 

Outra preocupação da categoria é o aumento das filas em agências. Nas últimas semanas, em função do pagamento dos aposentados e da liberação do auxílio emergencial do governo, há relatos, em todo o país, de agências lotadas, com pessoas aglomeradas dentro e fora das instituições bancárias. Os bancários reivindicam que os bancos contratem seguranças para organizar as filas, mantenham agendamento e só façam o atendimento em casos excepcionais.

"Os bancários precisam estar dentro das agências fazendo o atendimento e não há possibilidade de sair para organizar as filas e prestar esclarecimentos à população. Esta é mais uma razão para que os bancos adotem o atendimento mediante agendamento e, caso precisem de reforços, contratem mais seguranças, fornecendo todo equipamento de proteção necessário, para organizar possíveis filas. Entretanto, nossa avaliação é de que se os bancos só atenderem casos excepcionais, como reivindicamos, não existirão filas", destaca Ivone. 

Medidas Provisórias 

Assim que a MP 927 foi editada, o Comando Nacional dos Bancários convocou uma reunião com a Fenaban, destacando a importância do respeito à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e à negociação coletiva e, por isso, cobrou que não fossem adotadas as medidas previstas na MP.

> Sindicato reforça importância da negociação diante da crise

“Reivindicamos que todas as negociação passem pelos sindicatos, para a proteção dos direitos dos trabalhadores. Nem a MP 927, nem a 936 ou qualquer outra implementada pelo governo pode reduzir direitos, com alteração de jornada e salários, sem uma discussão com o movimento sindical", enfatiza Ivone. 

O diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Fausto Augusto Júnior, em entrevista concedida à Rádio Brasil Atual avaliou que “estamos num daqueles momentos em que o governo se aproveita da situação para priorizar bancos e empresas.”

Já para o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, esta é mais uma das medidas provisórias editadas pelo governo que prejudica os trabalhadores. “Desde o princípio, o governo Bolsonaro só tomou medidas que beneficiam a classe empresarial em prejuízo dos trabalhadores. Não podemos esquecer que a versão original desta medida provisória autorizava que as empresas suspendessem os contratos de trabalho por até quatro meses e deixava os empregados por todo esse tempo sem qualquer remuneração”, lembra.

MP 927 coloca o ônus da pandemia nas costas do trabalhador

O Sindicato orienta que os trabalhadores que forem procurados pelo empregador para fazer acordo individual prevendo redução de salários procurem imediatamente o seu sindicato.

 

FONTE: SP BANCÁRIOS

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