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Coutinho sai do tom ao criticar trabalhadores do Banrisul com mais tempo de casa

Fala do presidente do banco abordando “pirâmide etária” foi equivocada, entende SindBancários

O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) lamenta o teor desrespeitoso do depoimento do presidente do Banrisul, Cláudio Coutinho, sobre o Plano de Desligamentos Voluntários (PDVs) do banco, divulgado na Coluna Broadcast, do jornal O Estado de São Paulo, na última quinta-feira(24). Em entrevista ao portal de finanças, o CEO do banco dos gaúchos e gaúchas enfatizou querer uma “oxigenação do quadro de funcionários da Instituição financeira” e que estão de saída “algumas pessoas aposentadas ou aposentáveis, no fim da carreira”. Para ele, o programa de desligamentos trará uma “pirâmide etária” mais suave com colaboradores jovens”. O teor do depoimento mostra uma carência de valorização dos trabalhadores por parte da atual administração do Banco, avalia Luciano Fetzner, presidente do SindBancários.

“Entendemos que os colegas que dedicaram décadas de suas vidas à construção do nosso Banrisul merecem respeito e reconhecimento. É preciso muito cuidado ao se falar em oxigenação da empresa, pois, como um colega me disse dia desses na porta da DG, os mais antigos não são gás carbônico”. Toda empresa longeva precisa passar por ciclos de renovação, mas é fundamental que esses ciclos valorizem as pessoas e respeitem a história. É isso que diferencia uma empresa grande de uma empresa grandiosa!”, asseverou o dirigente sindical.

Ao todo, o Banco do Estado do Rio Grande do Sul possui mais de 9 mil funcionários distribuídos em 497 agências bancárias e dizer que os trabalhadores mais antigos são produto de descarte não é uma boa observação, aponta o diretor de comunicação do sindicato, Gilnei Nunes.

“Uma empresa ou um banco, se constrói com pessoas. O ciclo da vida impõem fases e envelhecer é um processo natural. A marca Banrisul tem seu valor porque pessoas ajudam a garanti-lo, seja a mais nova contratação até o empregado com mais tempo de trabalho. O conjunto de experiências e a vitalidade de cada um é que fazem a construção de um nome forte. É o caso do banco dos gaúchos e gaúchas”, reflete o diretor.

Fonte: Imprensa SindBancários

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