Atividades do dia 6 de julho têm como objetivo pressionar patrões e governos
Quarta-feira, 6 de julho, é Dia Nacional de Mobilização da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e dos movimentos sociais (MST, Central de Movimentos Populares, Marcha Mundial de Mulheres e Via Campesina). Milhares de trabalhadores vão realizar, em diversas cidades do Brasil, atos de rua, paralisações em empresas de todos os setores e no serviço público, passeatas, panfletagens e protestos.
O objetivo das mobilizações é mostrar que a maioria da população quer mais mudanças no Brasil. As atividades do dia 6 de julho têm como objetivo pressionar os patrões e o governo federal, os governos estaduais, as prefeituras, os deputados e os senadores para que eles atendam as reivindicações e promovam as mudanças.
A Central e os movimento sociais estão defendendo aumentos reais de salário neste segundo semestre, menos impostos para quem vive apenas do salário ou da aposentadoria; todos os direitos trabalhistas para quem é terceirizado; fim do fator previdenciário; melhores aumentos para todas as aposentadorias; trabalho decente para todos; redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário, entre outras reivindicações.
Em Porto Alegre, haverá às 9h30min, concentração no Parque Harmonia com caminhada até o Ministério da Fazenda, passando pelo Ministério do Trabalho.
O presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski, afirma que o objetivo do ato é construir os laços de solidariedade entre as diversas categorias que estão em plena campanha salarial com aquelas que já concluíram ou entrarão em campanha salarial. "E um dos principais motivos que temos para realizar essa mobilização é para que possamos angariar melhor ganhos reais de salário é muito em função de que no RS, nos últimos 3 anos especialmente, foi o estado que teve os menores ganhos reais nos acordos coletivos. Portanto, precisamos ultrapassar e vencer a barreira do conservadorismo do patronal no estado do RS e avançarmos para que possamos ter um desenvolvimento mais equilibrado com distribuição de renda, e isso só é possível com salários valorizados", destaca o dirigente cutista.
*CUT, Agência Fenae e CUT-RS