Fórum reúne militantes sociais e sindicais até sexta-feira, em Dakar
Nesta segunda-feira, dia 7 de fevereiro, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) participam na Ilha de Gorée (Senegal-África), ponto de onde saíram milhões de escravos para as Américas, de um ato promovido conjuntamente pela Confederação Sindical Internacional dos Trabalhadores (CSI-África) e a CGIL-Itália. Na oportunidade, a secretária nacional de Combate ao Racismo da CUT, Maria Júlia Nogueira, fará a apresentação da cartilha "Igualdade faz a Diferença, Políticas para a Igualdade Racial e Combate à Discriminação".
As lideranças cutistas estão na África participando da 11ª edição do Fórum Social Mundial. O evento foi aberto neste domingo, 6 de fevereiro, em Dakar. Milhares de pessoas marcharam pelas ruas da cidade com faixas marcando posição sobre vários assuntos que serão tratados nas discussões que começaram nesta segunda e prosseguem até a próxima sexta-feira, 11 de fevereiro.
A delegação da CUT também participará da recepção ao ex-presidente Lula, que deve se reunir ao longo do dia com autoridades da região e dialogar com os participantes do Fórum Social Mundial.
Reforçando o slogan "Um Outro Mundo é Possível", muitos foram os coros e palavras de ordem contra o capitalismo, o neoliberalismo e a globalização. Uso de combustíveis fósseis, direitos trabalhistas e das mulheres, proteção contra o abuso infantil e homofobia foram alguns dos temas trazidos nas faixas e cartazes.
Na avaliação do secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Antonio Felício, "a energia passada pelos manifestantes projeta um novo tempo para as forças democráticas e progressistas do mundo, expressando um aumento do nível de consciência e de interação entre os povos para romper com a irracionalidade do receituário neoliberal".
A reunião do Fórum Social Mundial ocorre pela segunda vez na África. Em 2007, o evento foi realizado em Nairobi, no Quênia.
*CUT