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É PRECISO CONHECER A REALIDADE PARA MUDAR

 
Ampliar o conhecimento do cidadão sobre como funciona a arrecadação de impostos no país e como atuar para torná-la mais justa. Com esse propósito, o Sindicato dos Bancários de São Paulo promove na quinta-feira (25) o seminário "De qual reforma tributária o Brasil precisa?", com lançamento da cartilha "Uma reforma tributária para melhorar a vida do trabalhador".

O evento foi aberto pela presidenta Sindicato, Juvandia Moreira, que fez alguns questionamentos que devem ser respondidos ao longo dos debates. "Será que o Brasil tem mesmo a maior carga tributária do mundo? Que mudanças são necessárias? Como funciona? São perguntas comuns entre as pessoas e por isso promovemos esse grande debate para que busquemos uma tributação mais justa e a arrecadação volte com investimentos para melhorar a sociedade."

Na exposição inaugural o presidente da Fundação Perseu Abramo, o economista e professor da Unicamp, Márcio Pochmann, destacou o sistema tributário de acordo com a transformação econômica no País desde a independência em 1822, passando pela mudança da sociedade agrária para industrial e atualmente a de serviços. "Não há cidadania plena sem pagamento de imposto. Mas no Brasil essa cidadania não é plena. Quem paga mais são os mais pobres, os que menos reclamam. Quem paga menos são os mais ricos, os que mais reclamam."

Segundo o economista, em 2012, 68% da população recebia até dois salários mínimos e detinha 30% da renda do País, mas respondia por 42% da renda tributada. "Nosso sistema tributário é subdesenvolvido. O Estado brasileiro é muito forte para tributar pobres e gastar mais com ricos. Um evento como esse é para lutar nas reformas que o Brasil precisa e tem de avançar sobre o sistema tributário. É preciso conhecer a realidade para promover mudanças."

Taxar grandes fortunas – O economista da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Miguel Huertas destacou que o assalariado não sabe o quanto paga de impostos no Brasil. "Temos de mostrar o quanto gastam."

Ele utilizou o exemplo de Pochmann da população que ganha até dois salários mínimos e afirmou que do total recebido, 47% são gastos com impostos, e 60% a 70% disso nos setores de habitação, alimentação e transporte, itens essenciais.

Também afirmou que a Central defende a cobrança de impostos sobre dividendos – "a atividade produtiva é tributada, mas a compra de ações não" – e a extensão de tributos para bens como iates e jatinhos e, ao mesmo tempo desonerar o trabalhador. "Apenas a correção da tabela do imposto de renda está defasada em mais de 64%.".

Movimentos sociais – Também participou do debate a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE) Karina Vitral, que enfatizou a necessidade de mobilização e união dos movimentos sociais para buscar as mudanças que o país precisa.

"As reformas nas universidades federais e os programas sociais como o Minha Casa Minha Vida foram muito importantes, mas precisamos avançar, Defendemos uma alteração nas universidades para que passem a ter como foco auxiliar no desenvolvimento do País."

Fonte: Seeb SP

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