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“É preciso ‘desbolsonarizar’ o governo, inclusive a Caixa”, diz Erika Kokay no CDN

Deputada federal fez uma análise da conjuntura e falou sobre as consequências do governo Bolsonaro para o país

“Para reconstruir o Brasil, precisamos da Caixa”. A frase da deputada Erika Kokay foi parte do seu discurso em favor do banco público no segundo dia de reunião do Conselho Deliberativo Nacional (CDN) da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), nesta quarta-feira (26).

A deputada destacou programas como Minha Casa Minha Vida e Bolsa Família, a oferta de crédito e outros serviços que opera como fundamentais para o desenvolvimento do país. Ao mesmo tempo que destacou que o país vive um momento de reconstrução com o novo governo Lula, Kokay lembrou que o processo vai precisar de muita organização dos trabalhadores para avançar estruturalmente em diversos setores, após as sequelas deixadas pelo governo Bolsonaro e a gestão de Pedro Guimarães no banco.

“Temos agora um governo que vai reconstruir o país, mas é preciso eliminar os tentáculos deixados por Bolsonaro, que é fruto da desqualificação da política. Foram ataques à ciência, à educação e à cultura, que são espaços onde se constroem a consciência crítica” […] “É preciso “desbolsonarizar” o governo, inclusive a Caixa”, destacou.

Ela relembrou a sequência de ataques ao banco, desde as investidas para a criação do banco digital para privatização, venda de subsidiárias, o IPO da Caixa seguridade, tentativa da quebra de monopólio do penhor até os casos de assédio moral e sexual. “A Caixa foi muito machucada”, disse.

Por fim, Kokay destacou a importância de se saber de todas as conclusões das investigações sobre assédio de Pedro Guimarães na Caixa. Para ela, é preciso ter justiça de transição e choque de democracia. “Não começaremos, de fato, se temos resquícios dessa gestão dentro da empresa”, avaliou.

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, agradeceu a presença da deputada no CDN e destacou sua luta e batalha na defesa da Caixa e dos trabalhadores ao longo dos anos. “Conhecemos a sua luta e a batalha na defesa da Caixa e dos trabalhadores desde a jornada pelas seis horas, a luta pela reintegração dos demitidos na greve de 1991 até os últimos anos, que foram os mais difíceis na história do banco. Obrigado pela parceria de sempre”, enfatizou.

FONTE: FENAI

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