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ECONOMISTA DO DIEESE ANALISA CRISE MUNDIAL E PERSPECTIVAS PARA OS TRABALHADORES

O painel da abertura do Encontro Estadual de Empregados e Empregadas da Caixa, realizado neste sábado, dia 4, em Porto Alegre, abordou a crise financeira internacional e suas repercussões no Brasil. A atividade foi coordenada pelo economista do Dieese – Departamento Intersindical de Estudos Sócio-econômicos, Cássio da Silva Calvete.

O economista fez uma análise inicial sobre as origens da crise atual. Segundo ele, os antecedentes a crise financeira internacional remonta ao processo de desregulamentação do sistema financeiro mundial a partir da hegemonia neoliberal, na década de 80. Fatores como a Liberalização dos fluxos internacionais de capital; expansão financeira com liberalização de regulação e supervisão; consumo e investimentos baseados em endividamento exacerbado e o crescimento baseado na alavancagem e especulação são antecedentes da crise.

Para Calvete, há uma série de medidas que podem ser tomadas para minimizar os efeitos da crise financeira no Brasil entre elas a manutenção do emprego, os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e o fortalecimento dos programas de transferência de renda aliados a políticas públicas de saúde e educação.

"Neste momento precisamos de realismo para fazer o diagnóstico da crise para ter ações corretas. Toda a ação agora deve ser pró-ativa, isto pode nos tirar desta situação difícil. O tamanho da crise será de acordo com a reação que tivermos".

Quanto à postura do movimento sindical nas negociações durante campanha salarial, o economista salientou a necessidade de evitar uma posição defensiva. "O movimento sindical deve continuar a lutar pelo aumento real e não apenas pela manutenção do emprego. É preciso manter o objetivo de conquista", afirmou Calvete.

 
Fonte: Imprensa Feeb-RS, por Marisane Pereira

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