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EM DIA NACIONAL DE LUTA DA CUT, BANCÁRIOS PARALISAM HSBC E SANTANDER

Bancários foram às ruas para cobrar atendimento da pauta de reivindicações

Os bancários foram às ruas nesta quinta-feira, 18 de abril, atendendo ao chamado da Central Única dos Trabalhadores para cobrar do Governo o atendimento da pauta de reivindicações da classe trabalhadora. Mas os bancos também foram alvo da manifestação realizada no Centro de Porto Alegre. Agências do HSBC e Santander, bancos estrangeiros que demitem, impõem metas abusivas, praticam o assédio moral e abusam da rotatividade, foram fechadas.

As agências tiveram o atendimento ao público interrompido até o meio-dia. O HSBC parou a unidade da General Câmara e o Santander foram nove agências (General Câmara, Porto Alegre, Sete de Setembro, Centenária, Borges de Medeiros, Praça XV, Andradas, Alberto Bins e Centro Histórico). Além de dialogar com a população sobre os motivos da paralisação, os dirigentes distribuíram carta aberta à população e aos bancários.

Composta de 10 itens, a pauta foi entregue em março à presidenta Dilma e ao presidente do Senado Renan Calheiros. A mobilização também indica a rejeição do Projeto de Lei (PL) 4330/2004, do deputado federal Sandro Mabel (PL-GO), que amplia a terceirização e precariza os direitos dos trabalhadores.

Combate à terceirização

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal já apresentou, no dia 2 de abril, parecer favorável ao PL 4330. Ao mesmo tempo, a CUT deflagrou uma ofensiva para pressionar os parlamentares e impedir a aprovação dessa proposta.

O projeto é prejudicial aos trabalhadores, uma vez que autoriza a terceirização em qualquer etapa do processo produtivo seja no setor público (ferindo inclusive o princípio constitucional do concurso público), seja no setor privado, rural ou urbano, desde que apenas a empresa prestadora seja considerada especializada.

E no caso dos bancários, piora ainda mais a situação. Há a previsão expressa de exclusão dos correspondentes bancários da exigência da especialização para a condição de prestação de serviços terceirizados.


Convenção 158 da OIT

A ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas, é uma das principais reivindicações. A medida obriga as empresas a justificar a necessidade das demissões. Isso significa que o empregador deve provar, com dados do balanço da empresa, a impossibilidade de manter os postos de trabalho.

Essa medida é fundamental para combater as demissões dos bancos, sobretudo oItaú, Santander, HSBCeBradesco,e frear a política nefasta de rotatividade, usada pelos banqueiros para reduzir a massa salarial da categoria.

Fim do Fator Previdenciário

Os trabalhadores reivindicam também o fim do fator previdenciário. Atualmente, o trabalhador e a trabalhadora que se aposentam por tempo de contribuição (homem com 35 anos e mulher com 30) perdem, em média, até 40% da remuneração por causa do Fator Previdenciário, criado no governo FHC, o que é um absurdo.

Confira as 10 reivindicações:

– Redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário;

– Fim do fator previdenciário;

– 10% do PIB para a educação;

– Negociação coletiva no setor público;

– Reforma agrária;

– 10% do orçamento da União para a saúde;

– Ratificação da Convenção 158 da OIT (proíbe demissões imotivadas);

– Valorização das aposentadorias;

– Salário igual para trabalho igual entre homens e mulheres;

– Mais investimento público;

– Correção da tabela do Imposto de Renda;


Rio Grande do Sul

Em Porto Alegre, a CUT-RS promoveu uma passeata até o prédio da Receita Federal. A concentração ocorreu em frente ao prédio do INSS (atrás da Prefeitura), na Travessa Márcio Cinco Paus, também como uma forma de chamar a atenção ao serviço dasperícias médicas. Além da presença do SindBancários, estiveram representantes de trabalhadores Metalúrgicos, Sapateiros, Alimentação, Educação Privada, Municipários, Agricultura Familiar e Saúde e sindicatos filiados.

O presidente Mauro Salles esteve na concentração levando o apoio da categoria aos trabalhadores. Reafirmou a disposição na cobrança de mais agilidade no atendimento da pauta dos trabalhos e denunciou a postura dos bancos estrangeiros (Santander e HSBC) no país. "O que ocorre são demissões, rotatividade, assédio e desrespeito aos trabalhadores" afirmou.

*SindBancários

 

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