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EM QUATRO NEGOCIAÇÕES, CAIXA NÃO APRESENTA PROPOSTAS
 
Empregados denunciam extrapolação da jornada
 
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A Caixa Econômica Federal voltou a frustrar os seus trabalhadores, em reunião realizada sexta-feira (12), ao não apresentar nenhuma proposta às reivindicações relacionadas à carreira, jornada de trabalho, Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon) e organização do movimento. Em quatro negociações, a resposta do banco aos pleitos foi sempre a mesma: "inviável”.


Jornada

Os representantes dos trabalhadores cobraram da Caixa o cumprimento da jornada de seis horas e a adoção do login único para evitar fraudes no registro do ponto eletrônico. Segundo eles, a estação única adotada pela empresa não impede que o empregado continue trabalhando após o término da jornada. Os interlocutores do banco disseram que o fim das horas extras sistemáticas também é o desejo da Caixa e que a empresa tem envidado esforços para que isso ocorra.

No entanto, segundo os membros da CEE/Caixa-Contraf/CUT, a realidade nas unidades de todo o país é bem diferente. A sobrecarga de trabalho força os empregados a trabalharem acima da jornada, e eles sofrem pressão para não fazer horas extras ou não registrar corretamente o ponto. Para os representantes dos trabalhadores, a carência de pessoal – problema que a Caixa diz não existir – é um dos fatores que geram toda esta situação.

Ainda com relação a jornada, a comissão defendeu o pagamento de horas extras a todos os trabalhadores e o fim da compensação.

Carreira

A Caixa voltou a rejeitar a adoção de critérios para descomissionamentos. Os representantes dos trabalhadores criticaram o banco por não deixar claro as regras utilizadas e por tomar a medida de forma unilateral, deixando a cargo do gestor a retirada de função. Outra proposta recusada é a criação de comitê paritário – integrado por representantes dos empregados e da empresa – para acompanhar o PSI (Processo Seletivo Interno).

Outro ponto cobrado na negociação foi o retorno do incentivo à graduação. Os interlocutores da empresa alegaram que o programa está suspenso temporariamente para reavaliação e ficaram de apresentar uma posição sobre esse benefício durante a campanha salarial.

Foi debatida também a implantação do plano de carreira própria para os empregados do setor de tecnologia. Em reunião realizada na semana passada, o vice-presidente de Tecnologia da Informação da Caixa, Joaquim Lima, prometeu apresentar nesta quinta-feira (11) proposta de encarreiramento da TI, o que não aconteceu. A informação dada aos trabalhadores foi a de que o projeto seria apresentado nesta sexta, na negociação específica da campanha salarial. Mas a Caixa, mais uma vez, frustrou os empregados da área, ao informar que o assunto será tratado posteriormente, na mesa de negociação permanente.

Na negociação, foi cobrado da Caixa informações sobre a reestruturação da Gerência de Programas Sociais (Gipso). Os representantes da empresa disseram que foi aprovado, no dia 5 de agosto, pelo Conselho Diretor voto com proposta de alterações na área. Segundo eles, somente após a publicação da resolução ( sem data prevista) será possível conhecer os detalhes das mudanças na Gerência.

Organização do Movimento

A Caixa também negou as reivindicações relativas à organização do movimento como ampliação à inamovibilidade dos delegados sindicais durante a estabilidade. Quanto à participação do suplente de representante dos empregados nas reuniões do Conselho de Administração, os interlocutores da empresa alegaram que esta decisão compete ao CA.

*Fenae

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