Movimento sindical convoca trabalhadores a usarem roupas de cor preta em manifestação silenciosa contra o processo imposto pela Caixa
A Fetrafi-RS, SindBancários e sindicatos de todo o Estado realizam um Dia de Luto contra o processo de reestruturação na Caixa nesta sexta-feira, 11. Os sindicatos filiados à Fetrafi-RS receberam por e-mail os panfletos de mobilização, em formato pdf, que poderão ser reproduzidos e distribuídos nas unidades da Caixa. O material incentiva os empregados a vestirem roupas de cor preta na sexta.
O calendário de mobilização continua na próxima semana com a realização do Encontro Estadual Contra a Reestruturação, no dia 18 de junho, sexta-feira à tarde, na Casa dos Bancários. O evento mobilizará os delegados e delegadas sindicais da Caixa, que participam no período da manhã de uma atividade do projeto Diálogos para a Ação, com os delegados do Banco do Brasil e do Banrisul.
Esta etapa da mobilização contra a reestruturação na Caixa se encerra no dia 29 de junho, segunda-feira, com a realização do Dia Nacional de Luta.
Sobre a reestruturação
No primeiro trimestre deste ano,os empregados da Caixa foram surpreendidos com a decisão da empresa de implementar uma nova estrutura operacional. As propostas de alterações foram divulgadas através de circulares internas, em etapas chamadas de ondas, que logo se transformaram num enorme tsunami.
"O transtorno na vida pessoal e profissional dos empregados estava estabelecido. Apesar de todo questionamento, a transparência da gestão – tão divulgada no código de ética e nos valores da empresa – não foi considerada pela direção da Caixa em nenhum momento. A representação dos empregados não foi chamada para discutir os termos da reestruturação", observa o diretor da Fetrafi-RS, Devanir Camargo.
Segundo a Caixa, o objetivo da reestruturação é garantir o equilíbrio e os meios para a realização dos negócios do banco. "No entanto, a empresa não soube informar a quantidade de pessoas que serão remanejadas e nem a porcentagem de pessoal que será admitida nas novas áreas que serão criadas. A falta de informações gerou um clima de duvida e insegurança. Os empregados das áreas afetadas não sabem onde serão lotados e se manterão a função", explica o sindicalista.
* Fetrafi-RS