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ENQUANTO BANCOS IGNORAM LEI, LOTÉRICAS ADOTAM VIDROS BLINDADOS

Bandidos não têm dificuldades para invadir agências

Uma contradição. Assim que se pode observar o descumprimento da lei de vidros blindados por parte dos bancos e a sua utilização por parte das lotéricas. O SindBancários localizou no Centro de Porto Alegre uma loja que adotou a blindagem. Enquanto as instituições financeiras lucram milhões a cada ano, seguem ignorando as leis.
O próprio gerente da loja concordou que existe uma grande contradição nesta postura, uma vez que ele ganha muito menos do que os milionários lucros das instituições financeiras.

Em vigor desde abril de 2008, a Lei n° 10.397, determina que os bancos devem adotar em suas fachadas externas no nível térreo e nas divisórias internas das agências e nos postos de serviço bancários no mesmo piso, no município de Porto Alegre, vidros laminados resistentes à impactos e à disparos de armas de fogo.

Enquanto os bancos insistem em ter agências como se fossem lojas de confecções, os bandidos seguem atuando com a maior facilidade, sem encontrar obstáculo para suas investidas.

"Se os correspondentes bancários têm condições de investir nas blindagens de seus vidros, não há justificativas para que os bancos não façam o mesmo. Além de se tratar de uma obrigatoriedade em face da legislação, é a demonstração plena da preocupação com a integridade e com a segurança não apenas dos trabalhadores bancários e vigilantes, mas também de seus clientes e usuários. Lamentavelmente, não é isso que constatamos", declara o diretor do SindBancários e da Fetrafi-RS, e integrante do Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT, Lúcio Mauro Paz.

"Investir em itens de segurança é imprescindível. E o descumprimento de uma obrigação legal é inadmissível. Por isso o poder público precisa agir imediatamente e autuar os bancos infratores. Se for preciso, deve-se inclusive caçar o alvará de um banco que não cumpre a lei. Não podemos esperar a morte de alguém para tomarmos alguma atitude. A vida está acima do patrimônio dos bancos", complementa o diretor.

*SindBancários

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