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FALTA DE TRABALHADORES NA CAIXA E PLANEJAMENTO IMPEDE ATENDIMENTO DECENTE

Unidades bancárias registram filas imensas nesta terça-feira 15, dia de pagamento da última parcela do Auxílio Emergencial

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Agência lotada da Caixa no Itaim Paulista, no extremo leste da capital paulista

 

As agências da Caixa Econômica Federal em São Paulo registraram novamente filas quilométricas nesta terça-feira 15, dia de pagamento da última parcela do Auxílio Emergencial. As datas de pagamento do Bolsa Família foram antecipadas por conta das festas de fim de ano e coincidiu com o pagamento do Renda Básica Emergencial da prefeitura de São Paulo. 

“Mais uma vez, a falta de planejamento e as trapalhadas do governo são responsáveis pelas filas insanas registradas principalmente na zona leste da capital: os depósitos do benefício da prefeitura estão aparecendo nas contas apenas no período da tarde, o que impossibilita a população de sacar os recursos de manhã, e aumenta o tempo de espera nas filas”, contou a diretora da Apcef/SP Vivian Carla de Sá.

Em todo o país, 1,6 milhão de pessoas podem sacar os R$ 300 do Auxílio Emergencial. As mães chefes de família podem sacar R$ 600. “É muito assustador ver a quantidade de mulheres com crianças nas filas, no meio da aglomeração, em plena pandemia, colocando a vida em risco. Cobramos reforço para as agências das regiões mais afastadas, que concentram o atendimento destes programas”, contou Vivian.

Imagina a situação dos empregados da Caixa: a fila imensa de pessoas aguardando atendimento e uma lista de metas a serem batidas, poucos dias antes das festas de fim do ano. “Não há trégua, não importa se tem fila ou não, os gestores continuam cobrando o cumprimento das metas, como se nada de anormal estivesse acontecendo”, contou um trabalhador do banco público.

A Apcef/SP entrou em contato com superintendentes da região. A avaliação dos empregados e da Associação é de que, nesta quarta-feira, as agências irão concentrar ainda mais movimento do que na terça-feira, mas a SR Leste avalia que não e não se comprometeu a direcionar mais empregados se isso ocorrer.

“Os empregados da Caixa se desdobram para atender bem a população, mas é muito complicado lidar com a falta de trabalhadores, com o planejamento inadequado do poder executivo e ainda por cima cumprir metas diárias, inclusive individuais! Qual o sentido em ter salas virtuais diárias para bater meta numa situação dessas? A meta de uma empresa como a Caixa deveria ser oferecer o melhor atendimento possível à população, sobretudo na pandemia!”, completou o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.

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