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FERIADÃO REGISTRA NOVE ATAQUES A BANCOS EM TODO O ESTADO

                          RS atingiu marca de 174 assaltos neste ano "" 


O feriadão da semana da Pátria e o aquartelamento da Brigada Militar, em função da política de precarização da segurança pública pelo governo Sartori, fez com que fossem registrados nove ataques a bancos, da noite de sexta-feira, 04, até a manhã desta terça-feira, 08/09. Com isso, o número de ataques a bancos no RS, neste ano, atinge a 174, o maior dos últimos dez anos. No mês, já foram registrados 13 ataques. Nesta manhã, a polícia isolou agência bancária do Banrisul, em Canguçu, por suspeita de bomba, embora nenhum caixa eletrônico tenha sido atacado.


O artefato explosivo foi encontrado por funcionários que chegavam ao banco, localizado na Rua Júlio de Castilhos. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi acionado para desativar a suposta bomba.

No Dia da Independência, foi a vez de um dos caixas eletrônicos da agência do Banco do Brasil na Avenida Praia de Belas, em Porto Alegre, que foi aberto com o uso de maçarico. Para esconder a chama do maçarico, os criminosos cobriram o saguão de autoatendimento do banco com uma lona plástica.

Uso de maçaricos

Aliás, a série de ataques a agências bancárias, dos últimos dias, em todo o estado, foi quase inteiramente executada com o uso de maçaricos para abrir os equipamentos eletrônicos. Houve arrombamentos em terminais no Banco do Brasil em Barra do Ribeiro, Cruzeiro do Sul e Cachoeirinha. Canoas teve três ataques, a três diferentes bancos: Bradesco, Santander e Banrisul.

Explosivos em Riozinho

Já na cidade de Riozinho, na Região Metropolitana de Porto Alegre, uma agência do Sicredi foi atacada com o uso de explosivos. Os agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil, suspeitam que a ação tenha sido cometida pela mesma quadrilha, constituída por bandidos gaúchos e catarinenses, especialistas neste tipo de ação.

Contra a criminalidade

O agravamento da situação de insegurança, diretamente ligada ao parcelamento salarial dos servidores públicos, incluindo BM e PC (que já anunciaram a continuação do aquartelamento e da operação padrão até a próxima sexta-feira, dia 11) está provocando reação de outros setores sociais. Até o prefeito de Porto Alegre José Fortunati, ex-dirigente do Sindbancários, em entrevista à imprensa disse que a população gaúcha "está amedrontada”. E defende que o governo estadual solicite à União a presença de homens da Força Nacional de Segurança Pública e do Exército, para maior segurança da população nas ruas gaúchas.

A medida também já havia sido sugerida pelo desembargador Marcelo José Ferlin D’Ambroso, que concedeu o mandado de segurança, impetrado pelo Sindicato dos Bancários e Fetrafi-RS, para que os bancos não abram enquanto não for restabelecido o policiamento ostensivo no estado. O juiz, na ocasião, também aconselhou a solicitação do Uso da Força Nacional de Segurança. Até o momento – apesar do aumento da criminalidade em todos os setores, com 40 homicídios durante o feriadão – o governador descarta pedir auxílio.

Estratégia perigosa de Sartori

Na avaliação do presidente do SindBancários, Everton Gimenis, a omissão do governador José Ivo Sartori na questão da segurança é uma estratégia muito perigosa de tentar passar para a população do estado a versão de que o fatiamento salarial – seguido de outras medidas, como a venda do patrimônio público – é a única saída para superar os problemas atuais. "Mas com isso, o governador está pondo diretamente em risco a vida dos bancários e de toda a população gaúcha”, reforça Gimenis. "É uma medida irresponsável e injustificável, e por isso mesmo, o Sindicato continua firme em apoio a todos os servidores públicos e trabalhadores da segurança”, concluiu.

*Imprensa/SindBancários

 

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