Operação Mercari cumpre 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Porto Alegre e um em Gravataí
Uma força-tarefa da Polícia Federal, do Ministério Público Estadual e do Ministério Público de Contas investiga possíveis desvios de recursos da área de marketing com prejuízo ao Banco do Estado do Rio Grande do Sul – Banrisul.
A suposta organização criminosa, integrada por alto funcionário do banco, diretores de agências de publicidade e prestadores de serviços pode ter causado prejuízo de mais de R$ 10 milhões nos últimos 18 meses.
A investigação dá conta de que as ações de marketing do banco, contratadas junto a agências publicitárias, eram superfaturadas. As campanhas eram terceirizadas a empresas que, por sua vez, subcontratavam os reais executores dos serviços. Estes cobravam preços muito menores do que aqueles pagos pelo banco.
Segundo a Polícia Federal, a Justiça Estadual, acionada pelo Ministério Público Estadual, autorizou o compartilhamento de informações com o Ministério Público de Contas, que requereu ao Tribunal de Contas do Estado inspeção especial no Banrisul – já determinada -, bem como com a Polícia Federal. Os crimes apontados seriam os de evasão de divisas, ocultação de bens e valores e sonegação fiscal.
A operação recebeu o nome de Mercari. Ao todo, são 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 deles na Capital e um em Gravataí. Participam da ação cerca de 76 policiais.
Segundo a diretora do SindBancários, Elisa Farias, que esteve juntamente com outros dirigentes sindicais no setor de Marketing do banco na manhã de hoje, os funcionários não podem ser atingidos pela denúncia. "As suspeitas envolvem o alto escalão do banco, por isso os funcionários, que constróem a verdadeira imagem do Banrisul como banco público, devem ser preservados", observa.
Já a diretora da Fetrafi-RS, Denise Corrêa, avalia que os fatos devem apurados de maneira aprofundada. "No caso de comprovação de irregularidades os responsáveis devem ser punidos com o rigor da lei. A direção do Banrisul deve se esforçar por uma gestão transparente, de acordo com as diretrizes de um banco público. A imagem do banco não pode ser manchada por atos isolados", salienta.
*Zero Hora Online com edição da Fetrafi-RS