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FUNCIONÁRIOS DA CAIXA DISCUTEM TELETRABALHO APÓS SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DE RETORNO AO TABALHO PRESENCIAL

Morte de casal no DF gerou comoção nacional e fortaleceu a luta para melhorar protocolos "" Nesta sexta-feira, 7 de agosto, os funcionários da Caixa se reúnem com o Banco para a primeira negociação da sua minuta de reivindicações específica. O tema será o teletrabalho e a reunião acontece logo após o compromisso do Banco com a suspensão temporária do retorno ao trabalho presencial.

Segundo matéria publicada pela Contraf-CUT, nesta quarta-feira, 5, o Banco recebeu a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Fabiana Uehara Proscholdt, para discutir a questão do home office e se comprometeu a suspender temporariamente o retorno ao trabalho presencial e a analisar possíveis novos protocolos. "É um importante passo pela proteção à saúde dos empregados e seus familiares contra a Covid-19”, ressalta Fabiana.

A diretora de Políticas Sociais da Fenae, Rachel Weber, explica que algumas pessoas já haviam retornado para o trabalho presencial. "Pessoas da área meio, que estavam produzindo muito bem em casa, tiveram que voltar para a unidade. A Caixa estava preservando só quem era fator de risco”, esclarece, destacando que o banco havia decidido pelo retorno arbitrariamente para se "aliar com o desgoverno do País”.

A negociação sobre o home office acabou avançando antes mesmo da reunião marcada para esta sexta-feira, devido a um fato trágico que gerou comoção nacional. Um casal de aposentados, ele da Caixa, do Distrito Federal, faleceu após contrair a COVID-19 da filha deles, que era funcionária do mesmo banco e havia retornado ao trabalho presencial por ordem da empresa.

"O Brasil se aproxima de 100 mil mortes e casos entre os bancários estão acontecendo em todo o país. Ontem aconteceu essa tragédia de destaque nacional. É um momento de luto na Caixa Federal, mas não vamos baixar a guarda, pelo contrário. Através da compreensão de todos os mais de 80 mil empregados da Caixa vamos à luta, que será dura, mas vamos lutar”, ressaltou, com pesar, o representante do Rio Grande do Sul na CEE/Caixa, Gilmar Aguirre.

Ele destacou que embora a decisão sobre a suspensão seja recente e a Caixa ainda não tenha informado os termos pelos quais isso se dará, a orientação para os funcionários é que denunciem aos seus sindicatos casos que extrapolem o que está defindo nos protocolos. Aguirre também pede que os sindicatos ajam para fiscalizar o cumprimento da suspensão e procurem a Secretaria de Saúde do Município caso necessário, para coibir o descaso com a saúde por parte do Banco.

"A luta do movimento sindical em todo o país é uníssona, nós lutamos pela vida. Dados demonstram que o sistema financeiro continua lucrando, mas as vidas não se recuperam, lucros sim”, destaca Aguirre, lembrando que ao obrigar os funcionários a trabalharem presencialmente, a Caixa arrisca a vida dos familiares dessas pessoas, dos clientes do banco e de todos aqueles que tenham contato com esses funcionários.

A Fetrafi-RS reforça as orientações do representante na CEE/Caixa e se solidariza com a família atingida pela tragédia no Distrito Federal e com todos aqueles que perderam seus amigos e familiares pela COVID-19.
 
FONTE: FETRAFI

 

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