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Funcionários do Banco do Brasil voltam a se reunir com BB para negociações da Campanha Nacional 2024

Cassação da liminar dos caixas e temas críticos como Performa e terceirização dominam o encontro

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com a direção do Banco do Brasil (BB) no final da tarde desta quarta-feira (3), em Brasília, para continuar as negociações da Campanha Nacional 2024, focadas na renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O encontro ocorreu logo após a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que cassou a liminar garantindo a gratificação dos caixas do banco.

A CEBB reafirmou que, independentemente da decisão do TRT, não aceitará nenhuma redução na gratificação dos caixas. Em resposta, a direção do Banco do Brasil informou que não tomará nenhuma decisão até receber o acórdão da decisão do TRT e se comprometeu a não implementar nenhuma mudança sem antes o assunto ser debatido em mesa de negociação.

“Abrimos a mesa destacando que não aceitaríamos a redução do salário dos caixas, independente da liminar. Nós sempre ressaltamos que gostaríamos que a questão fosse resolvida em mesa de negociação, não por vias judiciais e essa continua sendo nossa posição”, afirmou a funcionária do BB e coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes.

Outro tema central da reunião foi o Performa. O movimento sindical destacou a importância dessa pauta e a colocou como prioridade em relação às demais discussões da campanha salarial. “Pontuamos que a revisão do Performa é hoje uma das principais demandas dos colegas. Essa atrocidade causou estagnação na carreira e ativa a gestão pelo medo no BB. Esperamos uma solução na mesa de negociação que permita às pessoas a crescerem na carreira”, pontuou Gustavo Tabatinga Júnior, secretário-geral e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na CEBB. A direção do banco demonstrou disposição para revisar o plano de cargos e salários.

A terceirização também foi discutida. A CEBB apresentou os impactos negativos que a terceirização tem para clientes e funcionários do banco e reforçou a importância de um banco público que atenda a população com seu próprio quadro de funcionários, independentemente das condições financeiras para adquirir produtos e fazer negócios.

Além desses tópicos, foi discutido o concurso em estudo para novos agentes comerciais. A direção do BB informou que todos os agentes comerciais já foram convocados, mas ainda restam pessoas a serem chamadas para o concurso de tecnologia.

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