Notícias

GOVERNO ESTUDA AUMENTO REAL PARA APOSENTADOS QUE GANHAM ACIMA DO MÍNIMO

Os ministros da Previdência, José Pimentel, e da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, confirmaram na segunda-feira, dia 10, em nota oficial, que existem "condições objetivas" para a concessão de um reajuste acima da inflação acumulada no ano aos mais de 8 milhões de aposentados e pensionistas da Previdência Social que recebem valores superiores ao do salário mínimo.

Na nota, há a ressalva de que "não estão definidos nem o percentual nem a forma de concessão desse ganho real", porque estão sendo feitos estudos técnicos. Em discussão há dois meses entre governo, centrais sindicais, parlamentares e representações de aposentados e pensionistas, a ideia é acertar o reajuste real para esse segmento dos aposentados e fazer modificações no cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição e no chamado fator previdenciário.

O percentual de reajuste em discussão, não confirmado, deverá ser de 2,5%, o qual, somado à inflação anual projetada para 2009 – em torno de 4,5% -, representará reajuste de 7% no valor dos atuais benefícios.

Se o aumento para benefícios de valor superior ao salário mínimo for confirmado, será concedido a partir de 1º de janeiro de 2010, quando haverá correção do próprio mínimo.

Segundo o Ministério da Previdência, para cada ponto percentual de reajuste haverá um impacto de R$ 1,2 bilhão nas despesas previdenciárias. Uma nova reunião foi marcada para amanhã, às 16h, em Brasília.

As centrais sindicais e associações representativas de aposentados e pensionistas querem mudar a fórmula de cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição, de modo a elevar a média das contribuições feitas à Previdência.

Além da mudança, as entidades não abrem mão da flexibilização do chamado fator previdenciário, que hoje, dependendo da idade do segurado no pedido de aposentadoria, pode reduzir o valor do benefício.

A alteração proposta pelas centrais para o cálculo da média é considerar 60% das maiores contribuições feitas a partir de 1994. Hoje, o INSS considera 80% das maiores contribuições.

Fonte: Zero Hora

Veja outras notícias

Advogada alerta para regras de transição

Após a Reforma da Previdenciária de 2019, que à época retirou direitos fundamentais de mais de 100 milhões de brasileiros(as, quem já estava no mercado de trabalho e perto de se aposentar pode utilizar uma das quatro Regras de Transição para se aposentar, como explica...

Funcef ataca democracia ao descumprir edital de eleição

Decisão temerária e sem transparência para reabrir inscrições de candidatos macula o processo A Fundação dos Economiários Federais (Funcef), que administra os fundos de previdência das empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal, sem apresentar qualquer...

COE Santander conquista avanços para os Gerentes Empresas

Processo de negociação sobre Multicanalidade Santander ainda vai continuar para beneficiar todos os trabalhadores da rede de agências A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander saiu da reunião com a direção do banco, nesta quinta-feira (22), com...