Notícias

GOVERNO TENTA EMPURRAR RESPONSABILIDADE DE PROVA DE VIDA DO INSS PARA FUNCIONÁRIOS BB

Gestão do banco quer aproveitar para vender produtos e serviços desnecessários para beneficiários

O Banco do Brasil enviou aos seus funcionários, nesta semana, um boletim interno sobre a realização da prova de vida dos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaka, a medida expõe os funcionários ao risco de contágio pelo novo coronavírus para cumprir uma responsabilidade que seria do governo e não do Banco do Brasil, numa tentativa de vender produtos e serviços para os beneficiários do INSS.

“É de extrema insensibilidade da direção do banco soltar esse tipo de orientação cobrando vendas em um momento de pandemia. A responsabilidade pela realização da prova de vida é do governo, e não dos bancários”, disse.

O boletim enviado pelo banco aos seus funcionários explica todas as formas que estão disponíveis no banco para a realização da prova de vida e, ao final, diz: “ACELERA INSS: Cada atendimento ao beneficiário do INSS é uma oportunidade de geração de negócios, fique por dentro da estratégia no artigo 1425 e aproveite para impulsionar o teu desempenho.”

“Ou seja, querem que os funcionários empurrem produtos e serviços para os beneficiários do INSS para cumprir metas. A maioria das vezes, estes produtos e serviços são totalmente desnecessários para quem os adquire. Mas, o banco quer vender cada vez mais e os funcionários são cobrados a realizar esse serviço sujo”, completou o coordenador da CEBB.

Para Fukunaga, o vice presidente de Negócios de Varejo precisa focar sua atuação na gestão do negócio. “Ao invés de ficar criando metas, como se fosse um superintendente, ele deveria fazer a gestão do negócio. Ele pulou etapas por ter feito campanha eleitoral para o atual governo. Mas, continua fazendo o papel de superintendente. Ao ficar cobrando esse tipo de meta, acaba adoecendo constantemente os funcionários. Gerar aumento do adoecimento não é fazer boa gestão”, concluiu.

FONTE: CONTRAF

Veja outras notícias

Lucros crescem, mas Santander começa 2026 com demissões e sobrecarga

O ano mal começou e o clima já pesou no Santander. O banco tem promovido, nas primeiras semanas de 2026, desligamentos abruptos e sem transparência. Os diretores do Sindicato atenderam trabalhadores de carreira, com anos — e até décadas — de dedicação, dispensados de...

PLR dos bancários 2026

A Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) dos bancários em 2026 é regida pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2024–2026, que define critérios de cálculo e prazos de pagamento. O pagamento é feito em duas parcelas. A primeira, de antecipação, é creditada até...

Sindicato solicita o pagamento do PRB e Bradesco nega

Em reunião online realizada na tarde desta quinta-feira 12, o Sindicato, por meio da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, solicitou ao banco o pagamento da parcela fixa do Programa de Remuneração Bradesco (PRB). A cobrança ocorreu porque a ROE...