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GREVE DOS CORREIOS ACABA NO RIO, EM SÃO PAULO, NA GRANDE SÃO PAULO, EMSOROCABA, RONDÔNIA E EM BAURU

 

Para evitar problemas com as cargas, foram adotadas medidas como mutirões para entregas

 

A greve dos trabalhadores dos Correios foi encerrada, no início da noite da última sexta-feira (13), em São Paulo, na Grande São Paulo, em Sorocaba, Bauru, Rondônia e no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo diretor do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios e Similares de São Paulo, Região da Grande São Paulo e Zona Postal de Sorocaba, Wagner Nascimento Guiné.

Reunidos desde o fim da tarde da última sexta-feira (13) para votar a proposta dos Correios para o fim da greve, os sindicatos ligados à Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios), "caminham para uma aprovação", de acordo com vice-presidente da federação, Luiz Alberto Bataiola.

No Rio de Janeiro, os funcionários aceitaram a proposta da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) e retornaram ao trabalho. A estatal aumentou a proposta para 8% para que a categoria terminasse a greve imediatamente. Antes, a ECT tinha oferecido 5,27% de reajuste e os servidores pediam 6,27% de aumento salarial na data-base, além de benefícios como o plano de saúde da empresa, que poderia ser terceirizado.

A ECT concordou com as reivindicações dos trabalhadores e ofereceu um vale-refeição extra no final do ano, no valor de R$ 650,65, e um vale-cultura de R$ 50 por mês.

De acordo com o presidente regional do Sintect-RJ (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares do Rio), Ronaldo Martins, o reajuste dos trabalhadores foi uma vitória.

– A gente conseguiu a garantia e a manutenção do plano de saúde e aumento real de 1,67%. Dentro da estrutura do que vem ocorrendo com outras categorias, foi um avanço o ganho real de salário.

A Findect representa os sindicatos dos estados do Tocantins, Rio de Janeiro, de Rondônia, além das cidades paulistas. Bataiola informou à Agência Brasil que o sindicato de São Paulo (capital) aprovou a proposta e, de acordo com ele, as decisões tomadas em São Paulo costumam repercutir nos demais sindicatos membros da federação. Mesmo confirmando-se a aceitação da proposta, a greve não termina completamente.

A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares) reúne 29 dos 35 sindicatos que representam trabalhadores da estatal e se mostrou contrária aos reajustes apresentados pela empresa. O Comando Nacional de Negociações da Fentect anunciou ser contra a aceitação da proposta.

Segundo o diretor da Fentect, James Magalhães, "um informe foi enviado para orientar a base pela rejeição" na consulta prevista para o próximo dia 17.

Os Correios ainda não se manifestaram sobre o final da greve. A estatal informou mais cedo que, ontem, no primeiro dia de greve, 78% das cargas (22,8 milhões de cartas e encomendas) foram entregues em dia. Os 20% restantes representam "possibilidade de atraso ou encaminhamento mais lento", mas, em geral, "não resultam em atrasos significativos". Nos primeiros dias das greves anteriores, isso equivalia a atraso de até um dia, informou a estatal.

Para evitar problemas com as cargas, os Correios adotaram medidas como deslocamento de funcionários, pagamento de horas extras, contratação temporária de servidores e mutirões para entregas nos fins de semana.

 

R7.com

 

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