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INADIMPLÊNCIA NO ITAÚ CRESCE E PREJUDICA QUEDO DE JUROS

Em março, a taxa de inadimplência do banco (atrasos acima de 90 dias) chegou a 5,1%, acima dos 4,9% registrados em dezembro e dos 4,2% de igual período de 2011.

O Itaú Unibanco acredita que a inadimplência continuará a crescer nesse ano e que isso pode limitar uma redução acentuada das taxas de juros, segundo informou o diretor de controladoria, Rogério Calderon.

"É interesse de todo mundo que os juros sejam menores, mas é necessário que isso seja feito com absoluta racionalidade", afirmou o executivo em teleconferência a jornalistas.

Em março, a taxa de inadimplência do banco (atrasos acima de 90 dias) chegou a 5,1%, acima dos 4,9% registrados em dezembro e dos 4,2% de igual período de 2011.

Calderon afirmou ainda que ao observar o comportamento dos atrasos em um período mais curto, de 15 a 90 dias, o crescimento se mantém, sendo mais acentuado nas pessoas físicas, o que sugere que a inadimplência continuará a subir.

"Vai continuar crescendo e se estabilizar mais para o final do ano, quando o crescimento da economia tiver a todo vapor", explicou.

Na semana passada, após um movimento de redução das taxas por parte dos bancos públicos, os bancos privados fizeram o mesmo em determinas linhas de crédito.

Com a expectativa de piora na qualidade da carteira, as chances de novos cortes nos juros cobradas dos clientes são menores.

De acordo com Calderon, essas reduções ficariam limitadas aos cortes na taxa Selic. "Se a inadimplência melhorar, permitiria uma redução mais acentuada."

O executivo justificou ainda que a inadimplência, além de não permitir cortes nas taxas de juros, reduz também o spread líquido dos bancos, que é a diferença entre custo de captação e juros cobrados, incluindo aí os gastos com provisões para devedores duvidosos.

Nesse critério, o spread teria caído de 8% em dezembro para 7,4% em março. Nível que também é inferior aos 8,3% de igual mês do ano passado.

"A inadimplência é um ponto maior de atenção para o banco agora", disse.

Essa preocupação fez também o banco ficar mais criterioso na concessão de crédito.

Em financiamento de veículos, uma das linhas em que o aumento da inadimplência foi maior, a taxa de propostas de crédito aprovadas caiu de 35% ao final de 2010 para os 20% atuais.

Movimento similar ocorreu nas aprovações de cadastros de não-correntistas que tentam obter um cartão de crédito do banco.

Brasil Econômico

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