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ITAÚ: LUCRO RECORDE, DEMISSÕES EM MASSA

Segundo o Sindicato apurou, foram 51 demissões no Centro Tecnológico e ao menos 20 no ITM na mesma semana em que o banco anunciou ter lucrado R$ 28,363 bilhões

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Na mesma semana em que anunciou lucro líquido recorde de R$ 28,363 bilhões, o maior da história da história dos bancos no Brasil, o Itaú demitiu em massa bancários do Centro Tecnológico (CT) e do Centro Administrativo (CA) ITM. Segundo o Sindicato apurou, foram 51 demissões no primeiro prédio e ao menos 20 no segundo.

De acordo com a dirigente sindical Valeska Pincovai, bancária do Itaú, o Sindicato fora informado de 400 demissões no Centro Tecnológico.

“Os bancários do Centro Tecnológico estão apavorados e o clima no local é tenso com os rumores de 400 demissões entre a quinta-feira 13 e a sexta 14. Ligamos para a Área de Relações Sindicais, que desmentiu este número. Disseram que se trata de reestruturação na Diretoria de Operações. De acordo com o banco, são 280 funcionários envolvidos, 229 realocados e 51 demitidos por não terem perfil para outras vagas. Bom ressaltar que estes 51 postos de trabalho não serão repostos”, enfatiza a dirigente.

Valeska acrescenta que o Sindicato já procurou o Itaú para negociar a respeito das demissões e que a entidade realizará atividades em protesto. “É inadmissível um banco que lucra tanto às custas dos trabalhadores continuar demitindo e adoecendo seus funcionários em massa”.

Terror também no ITM

Ao menos 20 demissões ocorreram no CA ITM entre a quarta-feira 12 e a quinta-feira 13. De acordo com o dirigente Antônio Soares, o Tonhão, bancário do Itaú, o motivo alegado pelo banco é de performance/aderência e reestruturação.

“O Sindicato foi informado por alguns trabalhadores que novas demissões ocorrerão ainda esta semana, um verdadeiro descaso. O apetite voraz por lucro e por cortes de bancários do Itaú não poupou sequer operadores em reabilitação de saúde ou com histórico de afastamento médico”, salienta o dirigente.

“As demissões atingiram principalmente a DCA PF e a diretoria canais atendimento PF, áreas onde já há falta de funcionários, em especial nas centrais do SAC e do 30 Horas”, acrescentou Tonhão.

Segundo o dirigente, a justificativa do Itaú para os cortes em série não é plausível. O banco alega ter contratado 71 pessoas para repor os trabalhadores demitidos em 2019. “Nada justifica mais estas demissões, pois este número apresentado pelo banco não repõe sequer os trabalhadores demitidos no ano passado. Além dos cortes e de todo o terror, o Itaú está transferindo compulsoriamente, à revelia das negociações com representantes dos trabalhadores, os operadores das centrais PJ para o 30 Horas, impactando a vida destas pessoas”, finaliza o dirigente.

 

FONTE: SP BANCÁRIOS

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