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JUROS DO CHEQUE ESPECIAL SOBEM EM MAIO PARA O MAIOR NÍVEL DESDE 2006

A taxa de juros do cheque especial subiu para 8,12% ao mês (155,20% ao ano) em maio, atingindo o maior patamar desde abril de 2006, de acordo com dados da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), divulgados terça-feira, dia 7.

No mês anterior, a taxa de juros do cheque especial havia sido de 7,97% ao mês (150,98% ao ano).

Já os juros do empréstimo pessoal em bancos avançaram de 4,70% para 4,75% ao mês entre abril e maio. Ao ano, a taxa dessa modalidade de financiamento subiu de 73,52% para 74,52% .

Juros do comércio e outras modalidades

Ainda de acordo com o levantamento, os juros mensais do comércio passaram de 5,68% em abril para 5,73% em maio. Ao ano, os juros dessa modalidade de crédito atingiram 95,15%, ante 94,05%.

Já a taxa média mensal do CDC para financiamento de automóveis subiu de 2,39% para 2,42% entre abril e maio deste ano. A taxa continua sendo a maior desde janeiro deste ano, quando estava em 2,46% ao mês.

Na mesma linha, os juros dos empréstimos em financeiras avançaram entre o quarto e o quinto mês do ano, de 9,44% para 9,48% ao mês. A taxa é a maior desde março deste ano (9,52% ao mês e 197,80% ao ano).

O juro do cartão de crédito, por sua vez, manteve-se estável entre um mês e outro, em 10,69% ao mês. Essa taxa é a maior desde junho de 2000, quando estava em 10,70%.

Saindo das dívidas

Segundo especialistas, como a dívida do cheque especial é uma das mais caras, o empréstimo consignado ou o crédito pessoal podem ser formas de diminuir a taxa de juros para aqueles que já estão no limite da conta. Quem fizer essa opção deve analisar com atenção o contrato feito com o banco e o valor da taxa cobrada pelo empréstimo.

Outra forma de evitar novos problemas é pedir que a instituição cancele essa linha de crédito, encerrando o limite do cheque especial. Para isso, entretanto, é necessário que o cliente negocie seus débitos atuais com o banco.

Os especialistas ainda esclarecem que o cheque especial não pode ser visto como renda, devendo ser utilizado por um período curto e emergencial. "Se tiver necessidade de usar esse limite por um período maior, procure a sua instituição financeira e faça um empréstimo pessoal (que tem custos menores) para liquidar o cheque especial", orientam.

Fonte: InfoMoney

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