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LUCRO DO ITAÚ CHEGA A R$ 18,6 BI NO TERCEIRO TRIMESTRE

Apesar do grande lucro, banco não ajuda país a sair da crise ao reduzir carteira de crédito

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O banco Itaú obteve um Lucro Líquido Recorrente (que exclui efeitos extraordinários) de R$ 18,6 bilhões de janeiro a setembro de 2017, segundo análise do balanço do banco feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor representa um crescimento e 13,9% em relação ao mesmo período de 2016 e de 1,4% no terceiro trimestre. A rentabilidade (Patrimônio Líquido Médio Anualizado – ROE) foi de 21,7%, com alta de 1,7 pontos percentuais em 12 meses.

O total da carteira de crédito do banco sofreu uma redução de 4,9% em relação a setembro de 2016, atingindo R$ 575,2 bilhões (no trimestre a retração foi de 2,1%). As operações com pessoas físicas recuaram 1,8% em doze meses, chegando a R$ 179 bilhões e permaneceram estáveis no trimestre. Já as operações com pessoas jurídicas alcançaram R$ 162,1 bilhões, com redução de 10% em doze meses e 5,6% no trimestre. Na América Latina, a queda foi de 4,7% em doze meses e de 1,9% no trimestre, chegando a R$ 126,7 bilhões.

“O maior banco privado do país não ajuda o país a sair da recessão. Quando há maior necessidade de crédito, o banco promove uma redução da carteira neste segmento. É por isso que defendemos os bancos públicos e a política desenvolvida durante os governos Lula e Dilma, que usaram os bancos públicos para fazer o país crescer”, disse Roberto von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Em sua análise o Dieese destaca também que a receita do banco com prestação de serviços e tarifas bancárias apresentou crescimento de 7,1% no período, totalizando R$ 26,3 bilhões. As despesas de pessoal, por sua vez, permaneceram praticamente estáveis, com pequena queda de 0,2%, atingindo R$ 16,3 bilhões. Assim, a cobertura da despesa de pessoal pelas receitas secundárias do banco foi de 161,6%.

“A cada balanço apresentado vemos aumentar o lucro dos bancos obtidos a partir da cobrança de tarifas de seus clientes. Os bancos implantam, cada vez mais, sistemas pelos quais os próprios clientes executam as transações e cobram tarifas cada vez mais altas para que eles próprios realizem os trabalhos que deveriam ser realizados por um bancário”, afirmou Jair Alves, Coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.

Emprego
A análise do Dieese aponta ainda que a holding encerrou o terceiro trimestre de 2017 com 82.401 empregados no país, com aumento de 664 postos de trabalho em relação a setembro de 2016. Foram abertas 26 agências digitais (que já somam 156 unidades) e fechadas 141 agências físicas no país em doze meses. O total de agências e pontos de atendimento do banco no Brasil e exterior, em março de 2017, foi de 4.919.

Veja abaixo a tabela elaborada pelo Dieese com o resumo do balaço. Se preferir, acesse a íntegra da análise.

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Fonte: Contraf-CUT

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