Notícias

LUCROS DE EMPRESAS ABERTAS AUMENTAM 41%

A principal mudança nesses dois anos foi o motor de crescimento

A crise financeira que ainda abala as economias desenvolvidas já foi apagada dos balanços das companhias abertas brasileiras. Os resultados do segundo trimestre mostram que a receita e o lucro continuam crescentes, seja qual for a comparação. Houve avanço tanto diante do desempenho pré-crise, há dois anos, como em relação a 2009 – e até mesmo frente aos três primeiros meses de 2010.

Levantamento do Valor Data com as 113 empresas abertas que divulgaram resultados até a manhã de ontem aponta lucro líquido de R$ 18,6 bilhões no segundo trimestre, comparado a R$ 13,2 bilhões em igual período de 2009 – alta de 41% – e aos R$ 15,7 bilhões verificados em 2008, antes do agravamento do cenário internacional com a quebra do Lehman Brothers. Por muito pouco, o lucro não bateu o terceiro trimestre de 2008, ápice da excelente fase pré-crise.

"Essa safra de balanços foi muito consistente, principalmente quando observamos as vendas", destacou Carlos Sequeira, analista do BTG Pactual. A receita líquida das companhias avaliadas subiu 22,2% na comparação anual, para R$ 144,3 bilhões.

A principal mudança nesses dois anos foi o motor de crescimento. Até 2008, embora a economia doméstica estivesse bem, as exportadoras puxavam os resultados. Agora, a grande estrela dos balanços é o mercado interno aquecido. "A confiança no país só aumentou", diz Sequeira. "Os números surpreenderam positivamente em alguns casos", avalia Cida Souza, estrategista da Itaú Corretora.

O ritmo de expansão também permitiu aumento nas margens, pois eventuais elevações de custo foram repassadas ao consumidor. A margem bruta, que consolida o efeito dos custos, ficou em 37,4% no segundo trimestre e a líquida, em 12,9%. Com isso, os indicadores praticamente se igualaram ao do mesmo período de 2008. Frente ao segundo trimestre de 2009, o avanço foi de quase cinco e dois pontos, respectivamente.

Além disso, as empresas acumularam ganhos de eficiência obtidos com os enxugamentos na crise. O crescimento do lucro líquido só não foi maior porque muitas companhias tiveram piora na conta financeira. Enquanto o lucro operacional antes resultado do financeiro cresceu quase 130%, para R$ 30,2 bilhões, as empresas tiveram despesa financeira líquida de R$ 4,9 bilhões, ante um ganho de R$ 5,5 bilhões obtido com a valorização do real de março a junho de 2009.

O otimismo com a economia brasileira se traduziu no aumento das projeções para o ano e também da dívida, já que as empresas estão investindo para ampliar a capacidade. A dívida líquida das companhias analisadas cresceu 13,5% frente a março, para R$ 159,4 bilhões.

Fonte: Valor Online

Veja outras notícias

Banrisul: mais uma rodada sem propostas de avanço no ACT

Nesta semana, os banrisulenses enfrentaram mais uma rodada de negociação com o banco sem maiores avanços. O anseio dos trabalhadores, como ficou comprovado na presença massiva ao ato de abraço ao Banrisul que ocorreu no dia 11, é de que o banco honre a sua história e...

Banco traz nova proposta pro Saúde Caixa; CEE recusa

Negociações avançaram na Promoção por Mérito; banco também suspendeu processo de migração de caixas e tesoureiros para negociar com o movimento sindical, mas proposta para o plano de saúde foi recusada e ainda precisa avançar A Comissão Executiva dos Empregados (CEE)...

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Campanha Salarial 2026

O SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE CARAZINHO E REGIÃO, convoca todos os bancários da Base Territorial para participarem da Assembleia Geral Extraordinária que se realizará na SEDE DA ENTIDADE no dia 17/08/2026, às 18.00 horas com plenária presencial, com a seguinte pauta do...