Investimentos públicos e participação popular fortalecem a economia e os direitos do povo gaúcho

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (20/1), foi marcada por anúncios e entregas que dialogam diretamente com as lutas históricas da classe trabalhadora: o direito à moradia digna, a geração de empregos de qualidade e o fortalecimento do desenvolvimento com inclusão social. Em agenda no município de Rio Grande, Lula entregou 1.276 unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida e participou da assinatura de contratos que impulsionam a retomada da indústria naval no estado.
As moradias fazem parte do empreendimento Junção, que recebeu investimento de R$ 123,6 milhões, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) e contrapartida do governo estadual. Ao todo, 5.104 pessoas passam a ter acesso à casa própria em uma área com infraestrutura urbana, transporte público e serviços essenciais. Durante o ato, Lula destacou que o programa vai além da entrega de casas. “É um legado de respeito e dignidade para o povo brasileiro, como garante a nossa Constituição”, afirmou o presidente. O governo federal tem como meta contratar 3 milhões de moradias até 2026.
O empreendimento é resultado da organização popular e da luta por moradia, sendo construído por cooperativas ligadas ao Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), em área cedida pela União. A modalidade Entidades do Minha Casa Minha Vida garante o protagonismo das famílias beneficiadas em todas as etapas do projeto, desde a concepção até a execução das obras.
Presente na atividade, o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou estar orgulhoso de participar ao lado de Olívio Dutra, primeiro ministro das Cidades do governo Lula, que também foi ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região. Segundo Jader, a modalidade Entidades fortalece a participação social, a organização comunitária e o controle das políticas públicas.
Lula também destacou a qualidade das moradias construídas pelas entidades, lembrando que, apesar das críticas feitas no passado, os conjuntos habitacionais geridos por cooperativas apresentam padrão elevado. A experiência reafirma que a participação popular é fundamental para políticas públicas eficientes e alinhadas às reais necessidades da população, viabilizadas por políticas de financiamento público voltadas ao interesse social.
Retomada da indústria naval e geração de empregos
Além da pauta habitacional, a visita presidencial marcou um novo momento para a indústria naval gaúcha. Foram assinados contratos entre Petrobras, Transpetro e o estaleiro Ecovix para a construção de cinco navios gaseiros, com investimento de R$ 2,2 bilhões. Os projetos fazem parte do Programa Mar Aberto e, somados a outras embarcações, totalizam R$ 2,8 bilhões em investimentos, com potencial de gerar mais de 9 mil empregos diretos e indiretos.
A expectativa é de que até 4 mil postos de trabalho sejam abertos no estaleiro Rio Grande entre 2025 e 2027. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou a importância da qualificação profissional e anunciou a ampliação de cursos de formação, bolsas-auxílio e a inauguração de uma nova unidade do SENAI no município, fortalecendo uma política de emprego e renda sustentada por investimentos públicos e pelo papel estratégico das empresas estatais.
A prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira, ressaltou que os investimentos representam desenvolvimento econômico com justiça social. “É geração de emprego, renda e mais oportunidades para a nossa população”, afirmou a chefe do executivo municipal.
Desenvolvimento com direitos
A agenda no estado também incluiu a assinatura de contratos para a implantação de um terminal portuário privado voltado à movimentação de celulose, com investimento estimado em R$ 1,5 bilhão. O projeto deve gerar cerca de 1.200 empregos durante as obras e 2.600 empregos diretos e indiretos na operação, reforçando o papel estratégico do Porto do Rio Grande para a economia gaúcha.
As entregas e anúncios realizados durante a visita de Lula ao Rio Grande do Sul reforçam a importância de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades, ao fortalecimento da organização popular e à geração de empregos com direitos. Nesse contexto, o acesso ao crédito e a atuação dos bancos públicos seguem sendo instrumentos fundamentais para viabilizar investimentos, fortalecer programas habitacionais e sustentar o desenvolvimento regional, com impactos diretos na vida da classe trabalhadora gaúcha