Notícias

MAIOR FUNDO DO MUNDO TROCA EUA POR BRASIL E MÉXICO

Os títulos do Tesouro americano não estão atraentes num contexto histórico e o maior gestor de fundos de renda fixa do mundo, o Pacific Investment Management Co (Pimco), está transferindo seus recursos para a dívida de mercados emergentes, como Brasil e México, disse o fundador do Pimco, Bill Gross, em entrevista à rede de notícias CNBC.

Anteontem foi noticiado que o fundo gigante zerou sua posição em bônus do governo dos EUA. Gross cortou a fatia desses ativos de 12%, em janeiro, para zero no fim de fevereiro. O Pimco Total Return Fund administra US$ 236,93 bilhões.

Gross disse ontem que papéis mais atraentes podem ser encontrados em outras partes, onde o retorno para o investidor não é artificialmente inflado pelas compras do banco central americano, o Fed.

"A sobrevalorização dos Treasuries tem dependido do poder de compra do Fed", disse Gross, que não acredita que haverá uma terceira rodada de afrouxamento quantitativo, depois que o Fed terminar o atual programa de compra de US$ 600 bilhões em bônus. O Pimco não participou do leilão de títulos do Tesouro dos EUA de 30 anos na quinta-feira, nem do leilão dos papéis de dez anos realizado na quarta-feira, disse Gross, embora ambos tenham tido boa demanda.

O fundo ainda detém entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões em títulos do Tesouro americano, com vencimento em menos de 12 meses. Segundo o site do Pimco, os títulos do Tesouro que vencem em menos de 12 meses do Total Return Fund não são classificados entre os ativos relacionados ao governo dos EUA. Eles são considerados equivalentes a dinheiro em caixa.

"Não é uma questão de desdenhar os EUA ou questionar o crédito dos EUA", mas simplesmente um reflexo da avaliação de que os bônus de prazo mais longo estão mal precificados, disse.

Gross, que é também co-diretor de investimentos do Pimco, disse que o fundo gosta de bônus da dívida corporativa e de mercados emergentes, e que esses não estão sobrevalorizados pelas compras do Fed.

Brasil. O fundo está movendo recursos para o México e o Brasil, e mesmo para a Espanha, que apresenta um balanço mais saudável do que o dos EUA, afirmou.

"Esses bônus são mais seguros do que os títulos do Tesouro americano? Não, mas eles não estão sobrevalorizados com base em procedimentos quantitativos vistos nos últimos 12 meses", disse Gross.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

Veja outras notícias

O papel do sindicato na proteção dos trabalhadores das fintechs

Embora empresas não sejam reconhecidas como bancos, casos WillBank e Pleno podem abrir precedentes para o segmento Esta é a décima segunda reportagem da série Por Dentro do Sistema Financeiro, uma parceria entre o Jornal GGN e a Contraf-CUT que busca analisar por...

Votação do 2º turno da eleição do CA começa nesta quarta-feira (18)

Empregadas e empregados da ativa podem votar até sexta-feira (20); Contraf-CUT reforça apoio à candidatura de Fabi Uehara A eleição para escolher a representação dos empregados no Conselho de Administração (CA) da Caixa Econômica Federal tem início nesta quarta-feira,...

Dia Nacional de Luta cobra fim das demissões no Bradesco

Mobilização em todo o país denuncia eliminação de postos de trabalho e defende reestruturação com valorização dos bancários Bancários de todo o país realizaram, nesta terça-feira (17), o Dia Nacional de Luta contra as demissões no Bradesco. A mobilização, organizada...