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MILHARES DE TRABALHADORES FORAM ÀS RUAS DE PORTO ALEGRE NA 15ª MARCHA DOS SEM

Com o lema: "Lutar para garantir direitos, avançando nas conquistas", a Marcha iniciou com uma manifestação em frente à Federasul, no centro da capital gaúcha. Os dirigentes sindicais e representantes das Federações de trabalhadores lembraram que reduzir direitos está na contramão do desenvolvimento do Estado. 

No final da tarde de sexta-feira, 03 de dezembro, cerca de cinco mil trabalhadores do campo e da cidade participaram da 15ª Marcha dos Sem. Após um ato público em frente a Federasul, a tradicional caminhada percorreu a Avenida Borges de Medeiros até o Largo Zumbi dos Palmares (conhecido também como Largo da EPATUR), onde foi realizado o seu encerramento.

Com o lema: "Lutar para garantir direitos, avançando nas conquistas", a Marcha iniciou com uma manifestação em frente à Federasul, no centro da capital gaúcha. Os dirigentes sindicais e representantes das Federações de trabalhadores lembraram que reduzir direitos está na contramão do desenvolvimento do Estado.

Caixão simbólico enterrou o neoliberalismo

Um caixão preto com palavras de ações típicas da política neoliberal como "jornada de trabalho de 44 horas", "latifúndio", "práticas anti-sindicais", "privatizações", entre outras, foi deixado pelos trabalhadores na porta da Federasul.

Trabalhadores enterraram práticas neoliberais

"Esse ato é porque aqui nesse prédio são elaboradas propostas que fazem o Estado retroceder, que violam os direitos da classe trabalhadora", explicou o presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski. Para ele, 13º salário, fundo de garantia, férias e uma carga horária justa não são "dádivas de patrão e sim, conquistas dos trabalhadores".

Manifestantes lotaram as ruas do centro

Após, a Marcha partiu em direção a prefeitura de Porto Alegre onde os representantes dos movimentos sociais da moradia demonstraram sua insatisfação com o governo municipal que não regulariza áreas já ocupadas.

Em seguida, a tradicional Esquina Democrática foi o palco das manifestações dos sindicalistas. A presidente do Cpers/Sindicato, Rejane Oliveira, falou em nome dos servidores públicos: "há 15 anos essa Marcha tem cumprido um importante papel na sociedade, de unir trabalhadores do campo e da cidade, de entidades públicas e privadas e unifica os movimentos sociais para lutar e defender os nossos direitos."

Encerramento no Largo Zumbi lembrou a luta pela consciência negra

Depois de percorrerem a Avenida Borges de Medeiros, os manifestantes encerraram a Marcha com um ato no Largo Zumbi dos Palmares, devido as atividades pela consciência negra, que acontecem no mês de novembro, em todo o país.

Trabalhadores de diversas regiões do Estado participaram da Marcha

Para o presidente da CUT-RS, há 15 anos a Marcha mostra a união dos movimentos sociais e ainda vive um momento de forte ampliação. "É na rua, é com mobilização que vamos garantir nossos direitos e ter um Estado que atue como indutor do desenvolvimento."

"Desde 1996, a Marcha denuncia a corrupção reivindica os direitos dos trabalhadores e propõe políticas públicas que possibilitam o avanço do desenvolvimento. Este ano, escolhemos encerrar aqui no Largo do Zumbi, porque é uma maneira de dizer não ao racismo, não a criminalização, não ao preconceito e não ao retrocesso", declarou Woyciechowski, encerrando a 15ª Marcha do Sem.

Os eixos da atividade deste ano foram: recuperação do piso regional e valorização do salário mínimo nacional, implantação da Lei do piso nacional dos educadores e para segurança, reforma agrária e urbana, aposentadoria, redução da jornada sem redução de salário, fim da criminalização dos movimentos sociais, contra todo o tipo de criminalização, não à meritocracia dos servidores públicos, pelo limite da propriedade da terra, não à precarização do trabalho, reforma da Previdência e defesa do SUS público e gratuito.

(Fonte: Imprensa CUT/RS | Edição: Fetrafi-RS)

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