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MINISTRA DO TST DESMENTE TEMER SOBRE REFORMA TRABALHISTA

A atual Ministra do TST, Delaíde Mirante Arantes foi uma menina pobre da Zona Rural de Goiânia e trabalhou como doméstica para sobreviver e estudar

28/03/2017

O governo Michel Temer tem gastado uma fortuna em publicidade para convencer a sociedade de que a reforma trabalhista é boa e necessária para maior produtividade e retomada do crescimento econômico do país. Entretanto, a ministra do Tribunal Superior do Trabalho Delaíde Alves Miranda Arantes rebateu os frágeis argumentos do Palácio do Planalto. "Há grandes inverdades", disse a respeito das justificativas do governo Temer para promover a reforma trabalhista. A afirmação foi feita em uma audiência pública na comissão especial que trata do PL 6787/16 no Congresso Nacional.

Para a ministra, o momento não é apropriado para uma reforma trabalhista, que virá em prejuízo do povo e dos trabalhadores. "É um momento de grave crise das instituições democráticas, e precisamos nos preocupar em defender a democracia", afirmou. Confira no quadro as explicações procedentes da Ministra.

Resposta a Maia – A magistrada rebateu ainda os ataques do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, declarando à imprensa que a Justiça do Trabalho "nem deveria existir". Delaíde citou artigo de outra ministra do TST, Kátia Magalhães Arruda, no qual afirma que não deveria existir no Brasil é "pobreza, discriminação, corrupção, intolerância, abuso de poder, autoridades que falam e agem contra os princípios e regras constitucionais".

Discurso do governo cai por terra

As mentiras de Temer

  • A reforma trabalhista vai gerar mais empregos.
  • A Legislação Trabalhista brasileira é obsoleta.
  • A negociação acima da legislação será benéfica aos trabalhadores.

A afirmação da Ministra

  • "Em lugar nenhum do mundo, as reformas geraram empregos; ao contrário, geraram a precarização de empregos".
  • "A CLT teve 75% dos seus artigos alterados, mas preservando os direitos básicos do trabalhador".
  • "O negociado sobre o legislado vai precarizar ainda mais o trabalho".

Fonte: Bancários Rio

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