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NEGOCIAÇÕES SOBRE O SAÚDE CAIXA AVANÇAM E CONTINUAM EM MARÇO

Bancários defendem destinação de recursos para melhoria do atendimento

Ocorreu nesta quarta-feira (15), nova reunião do GT Saúde do Trabalhador com a Caixa Econômica Federal. Na reunião, que começou na segunda (13), a Contraf-CUT, federações e sindicatos discutiram com a Caixa o resultado do plano de saúde, de forma a determinar o tamanho do superávit e definir sua destinação. Os bancários defendem que os recursos sejam aplicados na melhoria do atendimento aos usuários do convênio.

Na última reunião, realizada nos dias 21 e 22 de dezembro, o banco havia apresentado uma primeira versão dos números consolidados do plano de saúde. No entanto, os trabalhadores questionaram os valores apresentados, que demonstravam uma queda substancial do superávit do plano.

Por cobrança dos bancários, o banco apresentou nesta nova reunião um novo relatório em que detalhava as fontes de receita e as despesas do plano. Os números esclareceram que o banco estava equivocadamente tratando alguns itens como despesas de assistência, o que aumentou os custos a serem repassados para o plano e diminuiu o superávit.

"Pelo acordo feito entre banco e trabalhadores em 2003, são consideradas despesas de assistência somente os gastos diretos com o atendimento médico. Simplificando, podemos dizer que são os gastos que o bancário teria se recorresse a uma rede particular, com médicos, exames etc.", esclarece Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT e empregado da Caixa. "A Caixa inclui itens que não se enquadram, como os gastos com INSS de profissionais credenciados que emitem nota fiscal de pessoa física, entre outros custos. Isso estava diminuindo o superávit de forma errada", completa.

Em outro equívoco, a Caixa havia deixado de fora dos custos do plano de saúde os repasses feitos ao SUS. Esse erro também foi corrigido, o que deverá ter um impacto no superávit, ainda que não muito significativo.

Os representantes dos trabalhadores esclareceram a situação e recordaram os termos do acordo de 2003. A Caixa concordou em refazer os números de acordo com as premissas acertadas na negociação. O novo relatório será apresentado na próxima reunião do GT Saúde do Trabalhador, agendada para os dias 15 e 16 de março.

*Contraf-CUT

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