Crédito: Contraf-CUT
A 12ª Pesquisa do Emprego Bancário, elaborada pela Contraf-CUT e Dieese e divulgada na quinta-feira, dia 12, teve repercussão em todo o país. Além dos veículos de comunicação das entidades sindicais, houve notícias nas principais agências de notícias, sites, jornais e blogs.
O levantamento, feito a cada três meses com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, revelou que os bancos criaram 23.599 novos postos de trabalho em 2011, mas intensificaram a estratégia de reduzir a folha de pagamento por meio da rotatividade.
Os números mostraram que os admitidos receberam salários, em média, de R$ 2.430,57 inferiores ao dos desligados de R$ 4.110,26, uma diferença de 40,87%. No ano anterior, a diferença era de 37,60%.
Em todos os setores da economia, essa diferença foi de 7,1% em 2011.
"Isso demonstra o acirramento da estratégia espúria dos bancos de utilizar a rotatividade para reduzir a despesa de pessoal", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
"É uma política que prejudica toda a categoria, deixando os bancários permanentemente em tensão por medo de demissões. Enquanto isso, os cinco maiores bancos registraram um lucro líquido de R$ 50,7 bilhões, em 2011, número 9,8% maior do que no ano anterior, e aumentaram a remuneração de seus executivos. É uma situação absurda", sustenta