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Ouvidoria Interna não atende expectativas dos funcionários do Banco do Brasil

Em reunião com Gepes Sul, dirigentes do BB levam reclamações sobre o órgão

Nesta terça-feira (20), dirigentes do Banco do Brasil realizaram reunião mensal com a Gepes (Gerência Regional de Gestão de Pessoas) Sul. Neste encontro, foi apresentado o funcionamento da Ouvidoria Interna, demanda decorrente de muitas reclamações recebidas pelo movimento sindical.

A gerente da Ouvidoria Interna falou a respeito das alçadas e formas de condução das demandas do órgão. Entraram na pauta temas como o sigilo das informações, o atual objetivo principal – que é o reposicionamento do denunciado, as alçadas de apuração e acompanhamento e as limitações da Ouvidoria. Na ocasião, os dirigentes fizeram suas colocações quanto à forma de condução das denúncias, destacando as reclamações dos colegas bancários do BB de que o canal serve para ouvi-los, mas que não é acolhedor e menos ainda resolutivo.

Os sindicalistas destacaram a necessidade de conhecer as limitações enquanto dirigentes para que possam pleitear a melhoria dos processos, ou das estruturas se assim for, para que se tenha uma ouvidoria que apure as denúncias e encaminhe a solução dos problemas. Foram apontadas as fragilidades da condução dos processos, que pune duplamente o denunciante, já que muitas vezes a punição do denunciado é estacionar na mesma função, penalizando ainda mais os envolvidos. Ou ainda, ter apenas uma orientação de reposicionamento, sem qualquer penalidade, agravando muitas vezes a razão da denúncia.

Para Priscila Aguirres, diretora da Fetrafi-RS, os processos precisam ser repensados pelo Banco do Brasil. “Seguimos a orientação do Banco de utilizar os canais internos para resolver as demandas de conflito, no entanto, a morosidade para concluir os processos, a falta de resolutividade e falta de transparência nos faz perder a crença que esse canal possa ser útil. Diante do apresentado pela Gerente da Ouvidoria, o Banco espera que a crença de que algo está sendo feito seja suficiente, obviamente não é”, afirma a dirigente, que salienta que hoje o canal “parece se preocupar mais em proteger o denunciado do que acolher e até socorrer o denunciante”.

A gerência da Ouvidoria demonstrou empatia pelos relatos feitos, apresentou as limitações do canal e reforçou o objetivo principal, que é o reposicionamento do funcionário.

Cristiana Garbinatto, diretora da Fetrafi-RS, avalia que o canal precisa de uma reestruturação total, pois não atende ao seu objetivo. “Uma das avaliações equivocadas por parte do banco é que o funcionário denunciante espera vingança, quando na verdade o que eles esperam é a correção das ações denunciadas. Manter um gestor assediador no mesmo cargo é uma ‘punição’ ineficiente, pois a equipe continua sofrendo e o banco passa aos demais gestores a ideia de que as ações daquele gestor estavam em consonância com sua política. Precisamos de uma nova Ouvidoria”, pontua.

Outra pauta tratada na reunião foi a determinação do BB de retirada dos anteparos acrílicos das mesas de atendimento e guichês de caixa. O Banco recuou e manteve por 90 dias. “Reivindicamos a manutenção por tempo indeterminado dos acrílicos para proteger a saúde dos funcionários”, cobrou o diretor do SindBancários, Ronaldo Zeni.

Imprensa SindBancários

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