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PETROBRÁS ELEVA EMPRÉSTIMO NA CAIXA E AUMENTA FINANCIAMENTOS

A Petrobras decidiu alongar os prazos dos financiamentos que obteve neste ano com a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil e aumentar o volume captado com a Caixa. Em comunicado, a empresa esclarece que as novas captações servem para "alongar parte da dívida, adequando-a às suas necessidades" em meio à escassez de crédito no país.

Em outubro, a estatal recorreu ao Banco do Brasil e à Caixa para obter recursos. Os dois bancos oficiais emprestaram juntos R$ 2,773 bilhões, sendo R$ 2,022 bilhões pela Caixa e R$ 751 milhões através do BB.

Maior companhia do país, a Petrobras foi alvo de críticas por competir com empresas menores em busca de financiamento dos bancos públicos em um momento de escassez do crédito. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a dizer que a empresa tirou dinheiro de pequenas empresas ao pedir financiamento à Caixa.

Pela nova operação, divulgada na noite desta segunda-feira por meio de nota, a Petrobras informou que o financiamento com a Caixa, que se estendia até 2009, foi pago e, em seguida, renovado com um acréscimo de R$ 1,5 bilhão. O total de R$ 3,6 bilhões deverá ser quitado até o ano de 2011.

Já as operações com o Banco do Brasil, efetuadas no primeiro semestre deste ano, com vencimentos programados para o primeiro semestre de 2009, foram pré-pagas e renovadas com novo prazo de vencimento em 2011 e valor total de R$ 2 bilhões.

Operações como essas são feitas, normalmente, para fortalecer o caixa e conseguir juros melhores. Os empréstimos tomados com prazo curto de vencimento têm juros mais altos. No comunicado, a empresa não informou as novas taxas.

Revisão de investimentos

Ontem presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que os investimentos da empresa em 2009 não deverão ser inferiores ao volume que será empregado neste ano, mas que serão menores do que os R$ 72 bilhões previstos em planos enviados ao Congresso em agosto, antes do agravamento da crise.

"Não necessariamente isso implicaria em cortes de projetos. Pode ser feito um ajustamento interno e no tempo desses projetos. O investimento é uma decisão plurianual, nunca é uma decisão só para o ano. Acredito que deveremos ter um investimento superior ao deste ano", afirmou.

Para 2008, a Petrobras avalia que investirá entre R$ 50 bilhões e R$ 55 bilhões. A declaração de Gabrielli contrasta com a dada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que preside o Conselho de Administração da estatal. Dilma declarou que o investimento da Petrobras, sem o pré-sal, seria de R$ 40 bilhões no ano que vem.

O adiamento da divulgação do novo Plano de Negócios da companhia para janeiro foi influenciada principalmente pela grande variação dos custos do setor, conforme Gabrielli. Ele citou a forte variação do barril do petróleo e a redução da demanda mundial, que deverão impactar para baixo os custos de equipamentos e insumos para o setor. O executivo alegou que os projetos têm que ser avaliados com maior precisão.

 Folha de S.Paulo

 

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