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REAJUSTE DO PISO REGIONAL APROFUNDA AS DIVERGÊNCIAS

Para o presidente da CUT/RS, Celso Woyciechowski, o índice de 7,1%, aprovado ontem para o novo salário mínimo regional, coloca mais uma vez o Rio Grande do Sul na contramão do desenvolvimento e da história, agora pela base aliada Yeda-Feijó. Justamente num momento de crise, criticou ele, os trabalhadores desamparados pela lei precisavam de uma distribuição de renda. Isso dinamizaria a produção e os empregos.

O presidente da Força Sindical/RS, Cláudio Janta, lamentou a falta de sensibilidade dos poderes Executivo e Legislativo do RS com os trabalhadores. O mínimo regional não pode mais servir aos interesses da política, dos palanques. Precisamos e vamos lutar por uma política de longo prazo ao piso, adiantou Janta. Os políticos perderam uma oportunidade de injetar milhões para revitalizar a economia em crise, acrescentou ele.

Na avaliação do presidente da Fiergs, Paulo Tigre, os pisos estaduais foram criados para promover aumentos sem contribuir negativamente com o resultado previdenciário. Hoje, a situação é diferente. Com a recuperação de compra do mínimo nacional não há mais razões para a existência de mínimos regionais. Segundo ele, o momento é de realidade, pé no chão, de trabalho, de soluções inovadoras e de priorizar o nível de empregabilidade.

Valor para cada categoria

-1ª faixa: R$ 511,29, para trabalhadores da agricultura e pecuária, nas indústrias extrativas, em empresas de pesca, empregados domésticos, turismo e hospitalidade, indústria da construção civil, instrumentos musicais e brinquedos, estabelecimentos hípicos, motociclistas no transporte de documentos e de pequenos volumes – motobóis;

-2ª faixa: R$ 523,07, para empregados das indústrias do vestuário e do calçado, fiação e tecelagem; das indústrias de artefatos de couro, papel, papelão e cortiça; de empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados de bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas; empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas; empregados em estabelecimentos de serviço de saúde e empregados em serviços de asseio, conservação e limpeza. Emenda do deputado João Fischer (PP), incluiu nesta categoria os empregados em empresas de telecomunicações, de telemarketing, de call-centers, de operadoras de voip (voz sobre identificação e protocolo) e de TV a cabos e similares;

-3ª faixa: R$ 534,85, para empregados das indústrias do mobiliário, químicas, famacêuticas e cinematográficas, de alimentação, empregados do comércio em geral e empregados de agentes autônomos do comércio;

 

-4ª faixa: R$ 556,06, para trabalhadores das indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico; das indústrias gráficas, de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louças e porcelana; das indústrias de artefatos de borracha, de empresas de seguros privados e capitalização, de agentes autônomos de seguros privados e de crédito, de edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares; de indústria de joalheria e lapidação de pedras preciosas e para auxiliares em administração escolar. Emenda do deputado Álvaro Boessio (PMDB), incluiu nesta categoria os empregados em entidades culturais, recreativas, de assistência social e de orientação e formação profissional. Outra emenda, do também peemedebista Nelson Härter, incluiu nesta categoria os marinheiros, cozinheiros e taifeiros fluviais, além de empregados em escritórios de agências de navegação, empregados em terminais de contêineres e mestres e encarregados em estaleiros.

Fonte: Assembleia Legislativa e Correio do Povo

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