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RESPOSTA PRECÁRIA DO PRESIDENTE DO BANRISUL SOBRE REESTRUTURAÇÃO
  • Resposta precária do presidente do Banrisul sobre reestruturação expõe falta de disposição para negociar em reunião com representantes dos Banrisulenses

Resposta precária do presidente do Banrisul sobre reestruturação expõe falta de disposição para negociar em reunião com representantes dos Banrisulenses

3 de outubro de 2017Bancos, Banrisul, Destaque, Noticias0

Na sexta-feira, 28/9, a diretoria da Fetrafi-RS enviou ofício ao presidente do Banrisul, Luiz Gonzaga Veras Motta, solicitando esclarecimentos sobre o processo de reestruturação anunciado e iniciado naquele dia com o fechamento de, ao menos, nove agências fora do Rio Grande do Sul. Os diretores enviaram cinco questões para o presidente do banco. Dessas, apenas uma foi respondida e uma solicitação completamente ignorada: Luiz Gonzaga Veras Motta mostrou mais uma vez que não tem nenhuma intenção de tornar o processo de reestruturação transparente, nem de tranquilizar os funcionários atingidos pelo fecha mento de agências fora do Rio Grande do Sul, ao não atender ao pedido de reunião dos dirigentes sindicais.

A diretora de Política Sindical da Fetrafi-RS, Denise Falkenberg Corrêa, classificou de insuficientes as respostas do presidente do Banrisul. “Essa resposta que o presidente do banco nos deu é insuficiente. Esse tema, com as perguntas que fizemos, não pode ser respondido por carta. Pedimos reunião presencial e não houve sequer uma menção à intenção de conversarmos sobre o processo de reestruturação do Banrisul com fechamento de agências bancárias. Queremos saber como vão ficar os banrisulenses que terão agências fechadas. Se tem uma consultoria contratada ou não para realizar a reestruturação. O Banrisul está ficando encolhido, se apequenando e o presidente não quer conversa”, criticou Denise.

Na carta, Luiz Gonzaga refere que os estudos estão sendo feitos com base “nos estudos técnicos elaborados pelas áreas internas do banco”, sem responder se há uma consultoria contratada ou não. E que a diretoria havia decidido “pelo redimensionamento da Rede de Agências fora do Estado do Rio Grande do Sul, consolidando 13 agências presenciais da Superintendência Regional Outros Estados, em quatro, e 23 da Superintendência Santa Catarina, em 17 agências”. Segundo informes colhidos a partir de depoimentos de colegas, o Banrisul irá fechar nove agências fora do RS, agências superavitárias que perderão clientes e que deverão induzir a redução do lucro do banco.

O presidente disse ainda que as decisões têm como foco a atuação no Estado e “a manutenção do Quadro de Empregados” e que o Banrisul irá ampliar a Rede de Agências no Rio Grande do Sul, “com mais cinco novas casas, de médios e grande porte”, nos próximos seis meses.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, disse que o Sindicato irá cobrar essas promessas de expansão de agências no Rio Grande do Sul e que a diretoria do banco perdeu a chance de enviar uma mensagem de tranquilidade aos colegas do Banrisul sobre o uso da reestruturação para preparar a venda ou entrega do banco. “Na resposta do presidente do banco, ficamos sem saber se essa reestruturação está sendo um desmonte para preparar o banco a uma futura privatização por meio de plebiscito no ano que vem. Os Banrisulenses precisam ficar atentos e participar do chamado à mobilização do Sindicato e da Federação”, exortou Gimenis.

O presidente do SindBancáiros se refere ao Ato de Lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos que vai ocorrer na próxima segunda-feira, 9/10, a partir das 18h30, na sede da Fetrafi-RS em Porto Alegre. Trata-se de mais uma trincheira da luta em defesa do Banrisul público, com a participação de senadores e deputados federais que estão empenhados em preservar o patrimônio público.

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Como os Banrisulenses sabem, no dia 22 de março deste ano, foi lançada a Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público na Assembleia Legislativa. Coordenada pelo deputado estadual Zé Nunes (PT), essa frente já realizou várias reuniões em Câmaras de Vereadores pelo Estado, fortalecendo a importância do Banrisul público para a economia e o povo gaúcho e a importância de mantê-lo com o patrimônio público.

Vender patrimônio é um mau negócio para o Estado

O governo Sartori, em conluio com o golpista Michel Temer, ambos do PMDB, trabalham em conjunto para desmontar o patrimônio público do Estado. O governo gaúcho quer entrar para o Regime de Recuperação Fiscal, do governo Temer. Para isso, pretende entregar o Banrisul, Badesul, BRDE e outras empresas públicas, como CEEE e Sulgás, em troca de uma moratória de três anos de pagamento da dívida com a União. O problema é que o estoque da dívida vai aumentar, uma vez que a cobrança de juros irá continuar, passando dos atuais R$ 50 bilhões para R$ 80 bilhões. É um mau negócio para o Estado vender o patrimônio público.

Banrisulense, vista a camisa azul da luta pelo Banrisul público e vá ao Lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos

Segunda-feira, 9/10 | 18h30 | Auditório da Fetrafi-RS (Rua Fernando Machado, 820, Centro Histórico de Porto Alegre)

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Crédito Foto: Carol Ferraz

Fonte: Imprensa SindBancários

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