Sem regulamentação, instituições cobram quando querem
A população mais carente utiliza os recursos para pagar cartão de crédito, empréstimo consignado, empréstimo pessoal, financiamento de automóvel, financiamento imobiliário e cheque especial. Modalidades caras e que pesam no bolso.
Sem regulamentação do sistema financeiro, as empresas cobram o que querem no Brasil. De acordo com o Banco Central, os juros do rotativo do cartão de crédito tiveram variação de 219,29% ao ano (Caixa) a 734,40% a.a. (Bradesco), entre 25 de abril a 5 de maio deste ano. Diferença grande. No Banco do Brasil, o índice foi de 273,97, no Itaú, de 452,77% e no Santander, 607,22%.
Entre os principais motivos da dor de cabeça estão o débito com o banco ou cartão de crédito (39%), seguido por financeiras (13%), empresas de serviços (12%), varejo (9%), água, energia e gás (9%), e outros (18%).
*Sindicato dos Bancários da Bahia