Notícias

SEM NOVA PROPOSTA DA FENABAN, GREVE CRESCE E PARA 9.090 AGÊNCIAS NO 14º DIA

Greve da categoria é a maior nos últimos 20 anos, superando o pico de 2010

Os bancários paralisaram 9.090 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, nesta segunda-feira (10), 14º dia da greve nacional da categoria. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h. A greve, que já é a maior da categoria nos últimos vinte anos em termos de adesão, caminha para se tornar também a mais longa. A paralisação do ano passado durou 15 dias.

"Enquanto os bancos e o governo ameaçam os bancários, a greve segue crescendo, mostrando a enorme indignação diante da falta de negociações e de uma proposta decente para a categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Em vez de usar práticas antissindicais, como os interditos proibitórios, e intimidar os bancários com a divulgação de informações falsas e com a utilização de helicópteros para transportar funcionários, os bancos deveriam se preocupar em retomar o diálogo e apresentar uma proposta que atenda às reivindicações econômicas e sociais da categoria", sustenta.

Cordeiro lembra que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não respondeu à carta enviada pela Contraf-CUT na última terça-feira (5) solicitando a retomada das negociações. "Enquanto seguimos reafirmando nossa disposição para o diálogo, os bancos e o governo enrolam e tentam confundir os bancários e a sociedade. A tática deles não vai funcionar", declara.

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, se reúne nesta terça-feira (11), às 10 horas, em São Paulo, para avaliar a greve e ampliar ainda mais o movimento. "Nossas reivindicações são justas e os bancos têm todas as condições de atendê-las, como mostra o lucro estrondoso de R$ 27,4 bilhões acumulado no primeiro semestre. Vamos intensificar a mobilização para pressionar os bancos e arrancar novas conquistas", ressalta Cordeiro.

A greve da categoria já é a maior nos últimos 20 anos, superando o pico de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país. Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

*Contraf/CUT

Veja outras notícias

Lucro contábil da Caixa ultrapassa os R$ 16 bilhões em 2025

Resultado representa aumento de 18,7% em relação ao ano anterior A Caixa Econômica Federal obteve lucro líquido contábil de R$ 16,1 bilhões em 2025, crescimento de 18,7% em relação ao ano anterior e rentabilidade (ROE Recorrente) de 10,7%, aumento de 0,3 ponto...

ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

  O SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE CARAZINHO E REGIÃO, convoca todos os associados  da sua Base Territorial, para participarem da assembleia geral extraordinária que se realizará no dia 10 de março de 2026, às 17 horas, na sede social da entidade para deliberar a...