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SINDICALISTAS APONTAM PROBLEMAS A NOVO SUPERINTENDENTE DO BB
 
 
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Dirigentes do SindBancários e da Fetrafi-RS apontaram vários problemas no Banco do Brasil, que serão enfrentados pelo Gerente Regional de Porto Alegre do Banco do Brasil no começo de sua gestão. O principal deles é o efeito da política de gestão estrutural baseada na cobrança de metas abusivas e pressão sobre a saúde dos trabalhadores. Sadi Luiz Hendges tomou posse no dia 14 de julho e já foi devidamente alertado de que o assédio moral é um problema sério.
A visita do novo Superintendente Regional, ocorrida nesta terça-feira, 22/7, foi pontuada, por parte do gestor, pela compreensão a respeito dos efeitos das cobranças de metas abusivas e a repercussão na saúde dos bancários. Para o movimento sindical,  a direção do Banco do Brasil tem muita dificuldade de reconhecer este problema, sobretudo nas negociações com a Contraf-CUT e  a Comissão de Empresa dos Funcionários.  

Com 35 anos de Banco do Brasil e vindo de Contagem, Minas Gerais, Sadi disse que precisará conciliar um desempenho financeiro positivo e a motivação dos trabalhadores e defendeu o diálogo com o Sindicato. "Entendo o Sindicato como defensor dos nossos interesses legítimos. Vamos trabalhar para construir uma relação de diálogo. Problemas sempre têm. Precisamos conciliar a meta com a saúde dos bancários”, disse o superintendente.

Ele recebeu das mãos do presidente do Sindicato, Mauro Salles, livros produzidos na Oficina Literária e a História em Quadrinhos do Sindicato. O dirigente sindical exaltou a história de 81 anos do SindBancários na defesa dos direitos dos trabalhadores.

Além do presidente Mauro Salles, participaram da recepção ao superintendente o diretor Financeiro eleito do Sindicato, Flávio Pastoriz, o diretor eleito de Formação, Julio César Vivian e os dirigentes da Fetrafi-RS, Mauro Cardenas e Luiza Bezerra. Os quatro últimos são funcionários do BB e adiantaram questões que o superintendente terá que enfrentar na regional que assumiu há pouco mais de uma semana.

"O problema do Banco do Brasil é i impacto da cobrança das metas na saúde dos trabalhadores. Vivemos um clima de assédio moral. Há colegas que estão tomando remédio tarja preta para trabalhar e recebendo torpedos no sábado e domingo”, pontuou Pastoriz.

O diretor Júlio Vivian falou sobre a tradição do SindBancários de resolver problemas, negociando diretamente com a superintendência. "Temos uma relação tranquila. Resolvemos problemas pontuais sem virar um problema nacional. Questões individuais das agências costumam ser resolvidas aqui”, salientou Julio.

A diretora da Fetrafi-RS, Luiz Bezerra, também salientou o diálogo como método para a resolução de problemas. "Nossa primeira opção é buscar o diálogo. Quando não se resolve o problema que se apresenta, buscamos outra solução”, acrescenta Luiza.

"Respeitamos a instituição enquanto empresa. Muitas vezes, essas atuações não levam a um bom caminho. Precisamos avançar na questão do assédio moral. O adoecimento é mascarado. Não temos acesso a números de colegas adoecidos por causa da política do banco. Conseguiríamos avançar se os gestores enfrentassem esse problema de frente”, avaliou Mauro Cardenas.

Na visita que fez à Casa dos Bancários, Sadi Henges esteve acompanhado dos assessores Ronaldo Fraga Veit e Felipe Chassot Greis.

*Imprensa/SindBancários com edição da Fetrafi-RS
 
 

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