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SINDICALISTAS PEDEM SAÍDA DE DIRETOR DO BANRISUL

A Federação dos Bancários do Rio Grande do Sul e o sindicato da categoria na capital pediram a saída do diretor de Gestão da Informação e vice-presidente do Banrisul, Rubens Bordini em ato na sexta-feira, dia 7. Ele está entre nove réus de ação de improbidade administrativa apresentada na quarta-feira (5) na 3ª Vara Federal de Santa Maria (RS) pelo Ministério Público Federal.

Os bancários posicionaram um carro de som em frente à sede administrativa do Banrisul e distribuíram panfletos aos funcionários na saída para o almoço, pedindo que Bordini deixe o cargo enquanto durar o processo. "Não tem como ele ficar na diretoria enquanto não forem apurados todos os fatos", defendeu o secretário geral do SindBancários, Fábio Soares Alves.

Por uma questão de sigilo das provas incluídas na ação, o Ministério Público não detalhou quais foram os fatos atribuídos pelos procuradores da República a cada um dos nove réus, incluindo a governadora do Estado, Yeda Crusius (PSDB). O MPF pediu à Justiça o fim do sigilo para que os detalhes possam ser divulgados.

O órgão também solicitou o afastamento dos agentes públicos citados na ação de seus cargos. A lista inclui a governadora, o presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas, e três deputados. No ato realizado em frente ao banco, os sindicalistas lembraram que Bordini foi envolvido na ação por supostas práticas anteriores a sua participação no banco. Ele foi tesoureiro da campanha eleitoral de Yeda, em 2006.

A ação do MPF decorre de investigações da Operação Rodin, que resultou na denúncia, em maio do ano passado, de 44 pessoas por envolvimento em esquema de desvio de recursos do Detran-RS, com perdas estimadas em R$ 44 milhões. Além disso, os procuradores também examinaram dados de outras três investigações que continham interceptações telefônicas, incluindo a Operação Solidária, que apurou irregularidades em contratos de merenda escolar e obras públicas.

O diretor do Banrisul informou, por meio da assessoria de imprensa do PSDB, que irá constituir um advogado, que ficará encarregado de comentar a questão. Em maio, o PSDB já havia defendido a legalidade da prestação de contas da campanha e apresentado relatórios enviados ao Tribunal Regional Eleitoral para contestar denúncia de suposta irregularidade.

Os bancários consideram que a permanência de Bordini no cargo prejudica a imagem do Banrisul e defenderam a atuação do Ministério Público, que foi criticado pela governadora após a divulgação da ação civil. "O MPF tem seu papel de zelar pela boa administração pública", disse Alves.

Fonte: Agência Estado

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