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TAXA DE JUROS AO CONSUMIDOR CAI PARA 40,1% AO ANO, DIZ BANCO CENTRAL

O Banco Central informou nesta sexta-feira (25) que em maio, até o dia 14, a taxa de juros média cobrada dos consumidores caiu 2 pontos percentuais, para 40,1% ao ano.

No caso dos juros médios cobrados das empresas, a redução foi de 0,9 ponto percentual, para 25,4% ao ano, segundo dados preliminares do BC.

O spread bancário (a diferença entre o custo do dinheiro para os bancos e o quanto cobram de consumidores e empresas) se reduziu em 1,4 ponto percentual, no caso dos consumidores, e 0,6 ponto percentual, no caso das empresas.

"Essas quedas nas taxas de juros decorrem da redução na taxa de captação, por causa das reduções na taxa básica de juros, a Selic, e também o recuo dos spreads, que foram significativos em abril", declarou Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central.

Os dados relativos a abril divulgados ontem pelo BC mostram a reação das instituições financeiras à decisão do governo de fazer com que os bancos públicos, Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, reduzissem suas taxas, no início do mês passado. As quedas pressionaram os bancos privados a fazer o mesmo, para evitar a perda de clientes.

Na última segunda-feira, novas medidas emergenciais foram anunciadas para estimular o crédito. A autoridade monetária anunciou a liberação de até R$ 18 bilhões, em um ano, do dinheiro que as instituições financeiras têm retido no Banco Central (compulsórios) para que os bancos concedam empréstimos para a compra de automóveis.

CHEQUE ESPECIAL

A pressão do governo se refletiu nos números do mês passado. A taxa média cobrada de consumidores caiu 2,33 pontos percentuais em abril, para 42,1%. No caso dos juros médios cobrados de empresas, a redução foi de 2 pontos percentuais, para 35,3% ao ano.

O spread nas operações destinadas a consumidores caiu 1,9 ponto percentual, e o de empresas se reduziu em 0,9 ponto percentual.

No crédito direcionado o consumidores, o principal destaque foi a queda na taxa de juros do cheque especial, que caiu de 185% ao ano para 174,1% ao ano, uma redução de 10,9 pontos percentuais. "A despeito da redução, a taxa ainda permanece em patamar bastante elevado", lembrou Maciel.

Essa redução de quase 11 pontos percentuais foi a maior da história desde setembro de 2003, quando houve uma queda de 11,7 pontos percentuais, de 163,8% para 152,1%.

Fonte: Folha.com

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