Notícias

TERCEIRIZAÇÃO: UM OLHO NO STF E OUTRO NO CONGRESSO
 
Projeto permite que o trabalhador se transforme em mercadoria
 
""
 

A ameaça da terceirização do trabalho, desde maio, tem mais um espaço para tentar vigorar em todos os setores da economia. O STF decidiu que um dos processos em análise sobre o tema terá repercussão geral sobre os outros que chegarem à Justiça.


O processo que foi alvo do Supremo é o ARE 713211, e a decisão de ‘carimbar’ como repercussão geral foi tomada pelo relator, Luiz Fux, mas foi seguida pelos demais ministros.

A decisão não invalida as tentativas de regulamentar a terceirização, presentes no Congresso, e que esquentaram o clima político em 2013.

Diante da decisão do STF, a Contee (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino) enviou carta ao relator em que pede a realização de uma audiência pública para discutir o assunto. No texto, a entidade manifesta-se contra a ampliação do trabalho terceirizado, além do limite previsto pela Súmula 331 do TST.

Entre os argumentos usados pelo documento, está o fato de que 80% dos acidentes de trabalho envolve mão-de-obra terceirizada, segundo dados da Previdência Social de 2012.

A carta critica a discussão que é feita no parlamento, pois, quando o trabalhador é chamado, isto só ocorre para que ele referende a permissão e não para "propor limites decentes’.

Leia aqui a carta da Contee, enviada ao STF.

Na Câmara e Senado, existem fortes pressões do empresariado para aprovar uma lei específica que regulamente a terceirização. As iniciativas nesse sentido aparecem pelo menos desde 1998 – só foram bloqueadas, temporariamente, pela mobilização dos trabalhadores e seus sindicatos.

Durante todo o ano passado, a bancada patronal na Câmara quis aprovar o Projeto de Lei 4330, de 2004, que tramita junto com mais seis propostas similares. Apesar da força do empresariado, o PL não foi aprovado.

Quarteirizar?

A defesa da terceirização ampla e irrestrita está presente no programa de governo divulgado por Marina Silva (PSB), candidata à Presidência, como denunciado pelo advogado Maximiliano Nagl Garcez em artigo recente na página do Diap.

Como descreve o autor, o modelo apresentado permite que o trabalhador se transforme em mercadoria: pode ser quarteirizado e até quinterizado. Esse alerta vale para a candidata do PSB, mas também na hora de analisar todos os outros que disputam as eleições de outubro.

Por isto, é importante usar o tema na hora da escolha de quem votar. Pergunte qual é a posição dos pretendentes sobre a terceirização. Deputados e senadores, por exemplo, tem e terão papel essencial na luta contra a precarização das relações de trabalho.

Saiba mais sobre o andamento do processo de repercussão geral (ARE 713211)clicando aqui.

*Diap

Veja outras notícias

Contraf-CUT e Fabi Uehara cobram antecipação da PLR

Reivindicação é para que o pagamento seja efetuado no dia da divulgação do resultado anual da Caixa; pendências no pagamento dos deltas e da premiação do Super Caixa reforçam necessidade de antecipação da PLR Neste texto você verá: Contraf-CUT e Fabi cobram pagamento...

CUT defende trabalho decente na Conferência das Cidades

Após 13 anos sem edição nacional, a 6ª Conferência Nacional das Cidades voltou a ser realizada em Brasília A Contraf-CUT e a CUT participam da conferência e levou ao centro das discussões uma pauta concreta: não há desenvolvimento urbano sustentável sem trabalho...

Voto Feminino: uma garantia formal, mas ainda sem poder real

Após 9 décadas, a representatividade das mulheres nos espaços de decisão política é um desafio Em 24 de fevereiro de 1932, no governo de Getúlio Vargas, as mulheres, enfim, conquistaram o direito a votar e de serem votadas. Porém, mesmo após 94 anos - entre eles, com...