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TRUQUE DO SANTANDER É ANUNCIAR PREJUÍZO NO MUNDO

Banco esconde a lucratividade no Brasil

O anúncio do Santander de que teve prejuízo em suas operações mundiais de mais de 60% não passa de truque para esconder a lucratividade de suas operações no Brasil. O terceiro semestre chegou com um crescimento, em relação ao segundo semestre deste ano no mercado brasileiro, de 6,6% no lucro líquido do banco espanhol, chegando a R$ 591,5 milhões.
A choradeira e o discurso de crise também fazem parte do pacote de simulação. O banco anunciou perda acumulada nos primeiros nove meses deste ano de 31,7% em relação a igual período do ano passado nas suas operações brasileiras. Mas isso se deve ao fato de ter maquiado a contabilidade.

O aumento das despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) incidiu sobre os resultados do banco. No acumulado dos últimos 12 meses, o Santander manteve nos cofres e tirou da contabilidade do lucro R$ 3,607 bilhões, alta de 20,9% em relação a igual período do ano passado. Cresceu muito mais do que anunciou no Brasil.

O presidente do SindBancários e funcionário do Santander, Mauro Salles, diz que o banco continua tentando manipular a opinião pública. "Esses resultados confirmam o que a nossa campanha salarial denunciou: a tentativa de esconder o lucro para dizer que o mundo está em crise. No Brasil, o lucro só cresce ainda que o banco esconda. Mas isso é truque para não reconhecer os esforços dos bancários que são pressionados a cumprir metas abusivas e que são os responsáveis de fato por gerar este lucro todo", avalia Mauro.

Segundo o presidente o provisionamento 20,9% maior não se justifica, pois a inadimplência cresceu apenas 0,2 do ponto percentual sobre o segundo trimestre. Em 12 meses, o indicador subiu 0,8 do ponto percentual.

Outro indicador da choradeira do banco foi a anunciada queda de lucro no mundo. O Santander disse que perdeu 60% em relação ao ano passado, tendo um lucro líquido, no acumulado dos últimos 12 meses, de 2,3 bilhões de dólares.

*SindBancários com informações do UOL.

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