Seguindo na temporada de resultados, o Banco do Brasil (BBAS3) divulgou nesta quinta-feira (17) seus números trimestrais, com destaque para um lucro líquido de R$ 11,70 bilhões no acumulado do ano, o que significa um avanço de 15,32%.
No entanto, o último trimestre de 2010 representou um recuo de 3,69% sobre o mesmo período de 2009, com ganhos de R$ 4,00 bilhões.
O resultado anunciado superou as expectativas do Barclays e do Itaú, cuja média apontava para um lucro líquido de R$ 2,62 bilhões no quarto trimestre de 2010.
"O dinamismo da economia brasileira refletiu-se, principalmente, no bom desempenho dos mercados de trabalho, cuja geração de emprego foi recorde em 2010, e de crédito, principais vetores do impulso à demanda doméstica. No entanto, apesar das taxas positivas de crescimento, o ritmo de expansão no segundo semestre foi mais lento do que o observado na primeira metade do ano", destacou o Banco do Brasil no relatório sobre os resultados.
Crédito
O Banco do Brasil também ressaltou a liderança no Sistema Financeiro Nacional, com 19,8% de participação no mercado de crédito.
"Essa liderança foi alcançada devido à ênfase no financiamento a pessoas físicas, especificamente no crédito consignado, financiamento a veículos e financiamento imobiliário. Além de manter-se como líder de mercado, o foco em pessoas físicas contribui para o crescimento da margem financeira do banco, com melhoria na qualidade de sua carteira", ressaltou.
A carteira de crédito avançou dos R$ 300,82 bilhões em dezembro de 2009 para R$ 358,36 bilhões no último mês de 2010, sendo que as pessoas físicas responderam por R$ 113,09 bilhões, e as jurídicas, R$ 149,81 bilhões.
Destaque também para o patrimônio líquido da instituição, que passou de R$ 36,11 bilhões para R$ 50,44 bilhões , e para os ativos totais, que somaram R$ 811,17 bilhões, ante R$ 708,54 bilhões, ambos os dados na mesma base de comparação.
Já o resultado bruto da intermediação financeira, com R$ 7,73 bilhões no período de outubro a dezembro do último ano, saltou 26,17% na passagem entre os trimestres de 2009 e de 2010, ao passo que o valor acumulado do ano – R$ 26,33 bilhões -, superou a marca de 2009 em 44,43%.
Despesas e índices
No entanto, as despesas também avançaram, ressaltando-se os gastos com pessoal e outras despesas administrativas, cujo avanço no acumulado do ano foi de 9,98% e de 16,30%, respectivamente, com R$ 13,02 bilhões para a primeira e R$ 13,04 bilhões para a segunda. Já a provisão para risco de crédito caiu de R$ 12,39 bilhões para R$ 10,24 bilhões.
Quanto aos índices, o RSPL (Retorno Sobre Patrimônio Líquido) indicou a marca dos 36,6% no último trimestre de 2010 e de 27% em 2010, uma retração de 20,2 pontos percentuais e de 3,7 pontos percentuais sobre os mesmos períodos relativos a 2009. O índice de eficiência também caiu, passando de 44,4% no quarto trimestre de 2009 para 39% no mesmo período do último ano, e de 43,4% em 2009 para 42,6% em 2010.
Já o índice de Basileia registrou leve alta na passagem dos três últimos meses de 2009 para o mesmo período do último ano, passando de 13,8% para 14,1%.
*InfoMoney