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Banco Central tem expectativa mais pessimista para o PIB de 2021

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga no início de março o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2021, na comparação com 2020, ano com os maiores reflexos da pandemia do novo coronavírus na economia. As estimativas, no entanto, ainda seguem divergentes, com o Banco Central (BC) na liderança entre os mais pessimistas, com previsão de avanço da soma de todos bens e serviços produzidos no país na casa dos 4,4%.

A expectativa da autoridade monetária surge no mesmo momento em que o Ministério da Economia aponta para uma alta de 5,1% das riquezas nacionais no ano passado e os analistas do mercado financeiro veem um avanço de 4,5%.

Ao reduzir a previsão em 0,3 ponto percentual no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado em dezembro, a autoridade monetária justifica que a revisão é motivada pelo ingresso da economia em recessão técnica no terceiro trimestre e os “resultados piores do que os esperados” de alguns setores em outubro.

“Surpresas negativas em dados recentemente divulgados, que sugerem perda de dinamismo da atividade e reduzem o carregamento estatístico para o ano seguinte, novas elevações da inflação, parcialmente associadas a choques de oferta, e aumento no risco fiscal pioram os prognósticos para a evolução da atividade econômica no próximo ano”, diz o documento.

análise levava em conta, até então, o ingresso ruim no último trimestre dos setores de serviços (-1,2%), responsável por cerca de 70% do PIB (Produto Interno Bruto), da indústria (-0,6%) e do comércio (-0,1%), dado que foi revisado e passou a ser positivo.

Apesar do início negativo para os últimos meses do ano, o mês de novembro indica resultados melhores, apenas com a indústria ainda em retração (-0,2%). No período, o volume de serviços prestados cresceu além do esperado (+2,4%) e o comércio contou com o auxílio da Black Friday para comemorar o segundo dado positivo seguido (+0,6%).

A autoridade monetária cita ainda a inflação em nível acelerado, parcialmente associadas a choques de oferta, e o aumento no risco fiscal como fatores que pioram os prognósticos de crescimento para 2021 e 2022. De acordo com o BC, a evolução menos favorável da economia também está refletida nos indicadores que medem o otimismo de empresas e consumidores para os próximos meses.

“No curto prazo, os choques de oferta continuam influenciando os preços e afetando negativamente atividade e consumo. Soma-se ao quadro atual a perspectiva de que limitações na disponibilidade de insumos em determinadas cadeias produtivas perdurem por mais tempo do que se esperava anteriormente”, avalia o BC.

FONTE: CORREIO DO POVO

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